
A agência espacial norte-americana partilhou as primeiras fotografias do nosso planeta captadas a bordo da missão Artemis II, e o equipamento escolhido surpreende por ser o mesmo telemóvel que muitos consumidores têm no bolso: o iPhone 17 Pro Max. As imagens históricas foram publicadas na conta de Flickr da NASA e revelam um vislumbre impressionante do globo terrestre através das janelas da cabine da cápsula Orion, mostrando a perspetiva privilegiada dos tripulantes.
Selfies com o planeta como cenário de fundo
De acordo com os metadados dos ficheiros partilhados, as fotografias foram tiradas no dia 2 de abril, correspondente apenas ao segundo dia da viagem espacial. O detalhe mais curioso desta partilha é o método utilizado pelas objetivas: o comandante Reid Wiseman e a especialista de missão Christina Koch não recorreram ao sistema de três câmaras traseiras do smartphone, mas sim à câmara frontal.
Na prática, os astronautas tiraram selfies com o nosso planeta a servir de pano de fundo. Embora a captura fotográfica não exija o máximo das capacidades do hardware do dispositivo, o impacto emocional e simbólico destas imagens é inegável. Cada um dos quatro membros da tripulação viajou equipado com o seu próprio telemóvel para registar momentos e vídeos pessoais ao longo de toda a expedição.
Um complemento ao equipamento profissional
Apesar do entusiasmo gerado por estas imagens, o telemóvel não veio substituir o material fotográfico dedicado a bordo da Orion. A NASA continua a depender de equipamento profissional de peso, como a Nikon D5, a Nikon Z 9 e a GoPro HERO4 Black para a documentação primária da missão. De resto, todos os registos partilhados até a este momento tinham origem nestas câmaras especializadas.
Ainda assim, o facto de um equipamento de consumo conseguir produzir fotografias com esta qualidade fora da órbita da Terra atesta o nível atual a que as câmaras dos smartphones chegaram. A aprovação do dispositivo da Apple para uso prolongado no espaço foi feita de forma independente pela agência espacial, que submeteu o aparelho a um rigoroso processo de qualificação de quatro fases, sem que existisse qualquer tipo de pagamento ou patrocínio comercial envolvido.
A perspetiva de uma viagem histórica
A atual expedição marca o primeiro regresso de uma missão tripulada à órbita lunar desde 1972. A tripulação alcançou a face oculta da Lua e quebrou oficialmente o recorde da maior distância que os seres humanos já viajaram a partir do nosso planeta.
Durante as icónicas missões Apollo das décadas de 60 e 70, os astronautas utilizavam câmaras Hasselblad altamente especializadas, extremamente dispendiosas e que exigiam um treino técnico intensivo para serem operadas. Hoje, a introdução de tecnologia de consumo acessível traz uma nova camada de proximidade entre o público e a exploração espacial. Enquanto a tão aguardada aterragem lunar fica reservada para a missão Artemis III, planeada para 2028, podemos continuar a observar as paisagens do espaço sideral através das mesmas lentes que usamos para realizar videochamadas no dia a dia.












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