
A Snap, empresa responsável pelo popular Snapchat, anunciou uma redução drástica de 16% da sua força de trabalho a nível global. Esta medida vai afetar cerca de 1000 trabalhadores a tempo inteiro e resulta da necessidade de cortar custos, com a empresa a apontar a integração da inteligência artificial como um dos principais motores para esta transição. A revelação foi feita num memorando interno enviado aos funcionários pelo CEO, Evan Spiegel, e posteriormente submetida num documento oficial da empresa.
O papel da inteligência artificial nos cortes
De acordo com as palavras do líder da tecnológica, estas alterações difíceis procuram garantir o potencial a longo prazo da plataforma. O grande foco recai agora sobre os rápidos avanços na inteligência artificial. Spiegel acredita que as novas ferramentas vão permitir às equipas acelerar processos, eliminar tarefas repetitivas e melhorar o suporte oferecido aos criadores, parceiros e anunciantes.
A liderança sublinhou que pequenas equipas internas já estão a tirar partido da tecnologia para impulsionar progressos significativos em iniciativas críticas, desde melhorias na plataforma de anúncios até à eficiência da infraestrutura. Para além da saída de mil colaboradores, a tecnológica vai também cancelar mais de 300 vagas de emprego que se encontravam em aberto.
Poupanças milionárias e um mercado em contração
A reestruturação planeada tem um objetivo financeiro claro: estabelecer um caminho sustentável para a rentabilidade líquida. Com esta vaga de despedimentos, a plataforma espera reduzir os seus custos anuais em mais de 500 milhões de dólares até à segunda metade de 2026. Em dezembro de 2025, a empresa contava com cerca de 5261 trabalhadores a tempo inteiro a nível mundial.
Esta decisão junta a dona do Snapchat a uma lista cada vez maior de gigantes que têm vindo a anunciar reestruturações significativas, acompanhando os passos de empresas de peso como a Meta, a Amazon, a Oracle e a GoPro.
O apoio aos trabalhadores afetados
Numa mensagem direta aos funcionários que agora abandonam os escritórios, a administração demonstrou gratidão pelo trabalho desenvolvido. Nos Estados Unidos, os colaboradores dispensados vão ter direito a quatro meses de indemnização, cobertura de seguro de saúde continuada, aquisição de ações e apoio na transição de carreira. Para os trabalhadores de outras regiões, a empresa comprometeu-se a seguir as leis laborais locais, oferecendo pacotes de apoio equivalentes consoante os mercados.
Para aqueles que permanecem, a mensagem é de resiliência. O CEO reconheceu que uma mudança desta magnitude e velocidade nunca é isenta de obstáculos, mas sublinhou a necessidade de avançar com empatia e determinação para construir uma base mais resistente e duradoura para os desafios dos próximos anos.












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