
A NASA deu início à fase de implementação para a missão do rover Rosalind Franklin, um projeto realizado em colaboração com a Agência Espacial Europeia (ESA) que tem como meta a exploração de solo marciano. De acordo com os detalhes partilhados no site oficial da NASA, a operação está planeada para ocorrer a partir de 2028, recorrendo a um foguetão Falcon Heavy da SpaceX para o transporte a partir do Centro Espacial Kennedy.
Tecnologia e instrumentos de exploração científica
Nesta parceria, a agência europeia é responsável pela construção do rover, da nave espacial e do respetivo módulo de aterragem. Já a agência dos EUA fornece os motores de travagem necessários para a descida em segurança, as unidades de aquecimento para os sistemas críticos e o apoio logístico ao lançamento. O veículo será equipado com tecnologia avançada para detetar bioassinaturas, incluindo um espectrómetro de massa e um analisador de moléculas orgânicas, que serão fundamentais para estudar amostras no local de aterragem, Oxia Planum.
Desafios históricos e ameaças orçamentais
Embora o projeto tenha sido idealizado em 2001, a missão enfrentou diversos atrasos motivados por questões técnicas e políticas. A parceria original com a Rússia foi interrompida em 2022 devido ao conflito na Ucrânia, o que forçou o regresso da NASA ao projeto em 2024. No entanto, segundo avançou o The Register, a administração Trump tem defendido cortes orçamentais que podem colocar em risco a participação norte-americana. Esta pressão financeira coincide com a fase operacional da missão Artemis II, que mantém atualmente uma tripulação em órbita da Lua.












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