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Este fim de semana marca um momento histórico para a exploração espacial e para as telecomunicações mundiais. De acordo com informações partilhadas pela Blue Origin, o tão aguardado lançamento do enorme foguetão New Glenn vai arrancar no domingo de manhã, utilizando um propulsor de primeiro estágio que já voou e aterrou numa missão anterior. O sucesso deste teste pode significar o fim do monopólio da SpaceX nos veículos orbitais reutilizáveis e dar início a uma corrida feroz para eliminar de vez a frustrante indicação de "Sem Serviço" no teu telemóvel.

A corrida pelos céus e o peso da reutilização

A capacidade de recuperar e reutilizar propulsores de forma rentável foi o grande trunfo que deu à empresa de Elon Musk uma vantagem esmagadora no mercado tecnológico. Para teres uma perspetiva clara da diferença, enquanto a rival enfrentou dificuldades de agenda e conseguiu colocar apenas 241 satélites em órbita baixa, a frota Falcon 9 disparou mais de 1500 unidades para a constelação Starlink num espaço de doze meses.

Neste cenário de competição agressiva, empresas como a Amazon necessitam desesperadamente de um veículo de lançamento reutilizável próprio para acelerar os seus planos de constelações de satélites. A missão do New Glenn surge como a resposta fulcral que a indústria procurava para equilibrar as contas e as capacidades de lançamento.

Torres de rede móvel a orbitar a Terra

A carga que o foguetão leva a bordo é igualmente impressionante e dita o futuro das comunicações. A missão vai colocar no espaço o satélite BlueBird 7, desenvolvido pela AST SpaceMobile. Em vez de inundar o firmamento com milhares de pequenos satélites, a estratégia desta empresa passa por utilizar um número menor de unidades, mas com uma potência avassaladora.

O equipamento conta com uma antena colossal de matriz faseada, com cerca de 223 metros quadrados, o que o transforma na maior estrutura de comunicações comerciais a operar em órbita baixa. Na prática, este colosso tecnológico funciona como uma verdadeira torre de rede móvel a flutuar no espaço, sendo o segundo da próxima geração de satélites "Block 2" a levantar voo.

O fim das zonas mortas nos smartphones

Este novo avanço espacial foi desenhado para fornecer banda larga 4G e 5G diretamente aos telemóveis que já utilizamos no dia a dia, alcançando velocidades que ultrapassam a fasquia dos 120 Mbps. A meta da empresa passa por ter dezenas de satélites lançados e operacionais até ao final do ano de 2026.

Quando o serviço ficar ativo, vai entrar num frente a frente com a funcionalidade de ligação direta aos smartphones da Starlink, que já opera com operadores locais nos Estados Unidos, e com a rede Globalstar, que atualmente garante que dispositivos da Apple consigam comunicar em áreas completamente isoladas. A janela de lançamento desta terceira missão do New Glenn está agendada para o domingo, 19 de abril, entre as 6h45 e as 8h45.

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