
A Blue Origin sofreu um duro revés após o seu foguetão New Glenn explodir durante testes terrestres na base da força espacial de Cabo Canaveral. O incidente, detalhado pelo The New York Times, destruiu a única plataforma de lançamento da empresa para este modelo e coloca em risco o calendário lunar estipulado com a NASA.
A anomalia ocorreu durante um teste de ignição, resultando na destruição total do veículo, da estrutura de suporte e dos equipamentos circundantes. Jeff Bezos confirmou na rede social X que todos os funcionários se encontram em segurança, sublinhando que a investigação para apurar as causas definitivas já arrancou. O proprietário da empresa garantiu a reconstrução de tudo o que for necessário para que os lançamentos voltem a acontecer.
Impacto nas missões da agência espacial norte-americana
A perda da plataforma de lançamento, cuja reparação poderá demorar vários meses, traz sérias complicações para os programas Artemis e Moon Base. A agência norte-americana contava com a Blue Origin para o fornecimento de um módulo de aterragem lunar comercial destinado a carga e tripulação. A empresa tinha inclusivamente sido escolhida em detrimento da SpaceX para a missão Moon Base I, prevista para o próximo outono.
Jared Isaacman, administrador da agência espacial, reconheceu publicamente a dificuldade e a natureza implacável do desenvolvimento de novos veículos de carga pesada. A organização comprometeu-se a apoiar ativamente a investigação desta anomalia e a avaliar a curto prazo os impactos no calendário das missões de exploração lunar.
Histórico recente e suspensão dos voos
Este desfecho surge num momento crítico, visto que a empresa tinha acabado de receber autorização da autoridade de aviação civil norte-americana (FAA) para retomar os voos do New Glenn. O veículo encontrava-se suspenso após uma falha na sua terceira missão, onde não conseguiu colocar a carga prevista em órbita.
A investigação a esse incidente anterior revelou que uma fuga criogénica congelou uma linha hidráulica, originando uma anomalia na propulsão do motor durante a queima da segunda fase. Com a destruição da plataforma após ter finalmente luz verde para operar, os planos de regresso aos céus da fabricante espacial ficam agora adiados por tempo indeterminado.












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