
A cidade de Guimarães prepara-se para receber o novo centro de dados do Centro Nacional de Computação Avançada. Com um investimento na ordem dos 5,1 milhões de euros, a nova infraestrutura pretende alojar supercomputadores e sistemas digitais que vão servir de motor para o desenvolvimento da ciência e inovação em Portugal.
O motor da ciência digital no Minho
Localizada no polo universitário de Azurém, pertencente à Universidade do Minho, a obra está a ser executada pela construtora Dst e tem a sua conclusão prevista para setembro. O projeto é promovido pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e conta com o financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência, inserindo-se no investimento Ciência Mais Digital.
O espaço foi desenhado de raiz para suportar equipamentos informáticos avançados. Na lista de sistemas a alojar encontram-se máquinas da própria universidade, supercomputadores de âmbito nacional e europeu, e ainda toda a infraestrutura de suporte da Rede Ciência, Tecnologia e Sociedade, que interliga os vários centros de investigação e instituições de ensino superior do país.
Um íman para talento e novos negócios
Mais do que um simples local de armazenamento e processamento computacional, a chegada deste centro a Guimarães tem o potencial de projetar a cidade a nível internacional no que toca à tecnologia. A expectativa passa por atrair diversos eventos de inovação focados na economia digital e fixar novas startups na região.
A criação deste ecossistema robusto abre também as portas a novas oportunidades de emprego especializado. O funcionamento do centro e a atração de empresas envolventes vão exigir profissionais altamente qualificados, criando uma forte procura por especialistas em cibersegurança, gestão de sistemas de alta complexidade e engenharia de redes.












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