
O Instituto Smithsonian inaugurou uma nova exposição imersiva em Washington, D.C., que permite aos visitantes caminhar livremente pela imensidão do cosmos e interagir com elementos astronómicos. A iniciativa, batizada de Starstruck: An Immersive Experience, quebra o formato tradicional dos planetários ao incentivar a movimentação física pelo espaço virtual, passando por estrelas e planetas, conforme revelado numa análise publicada pelo Ars Technica.
Uma viagem pelo espaço com preços acessíveis
A digressão virtual dura cerca de 40 minutos e os bilhetes individuais custam entre 29 e 35 dólares, o que equivale a aproximadamente 27 a 33 euros, estando atualmente em vigor um desconto de 15%. Para grupos, os valores podem descer até aos 18 dólares por pessoa, cerca de 17 euros na moeda local. Embora a estreia tenha ocorrido na capital norte-americana, os responsáveis já planeiam expandir o evento para outras cidades como Denver, Orlando e San Antonio ainda este ano.
Equipados com auscultadores e óculos de realidade virtual, os participantes são guiados pela narração de James Seawood. Entre os momentos mais marcantes do percurso estão a simulação da morte da estrela Betelgeuse numa explosão de supernova e uma passagem detalhada pelo Sol ao lado da sonda Parker da NASA. A rota passa ainda pelo exótico exoplaneta 55 Cancri Ae e pelo ponto de origem do próprio universo, culminando numa representação digitalizada do futuro telescópio gigante Magellan no Chile.
Impacto visual limitado pelo hardware antigo
Apesar da premissa atrativa, a qualidade da imagem na instalação de Washington sofre com as limitações dos equipamentos utilizados. A exposição recorre aos óculos HTC Vive Focus 3, um modelo lançado originalmente em 2021, o que resulta numa perda visível de nitidez e clareza, especialmente durante movimentos rápidos da cabeça. Esta quebra de desempenho pode comprometer a imersão de quem procura gráficos de última geração.
Para mitigar estes problemas, os novos locais da exposição vão adotar a mais recente tecnologia de visualização da marca, integrada nos óculos Vive Focus Vision. Contudo, o Smithsonian ainda não confirmou uma data específica para atualizar o hardware da sua localização original. Ainda assim, para o utilizador português interessado em experiências imersivas, esta iniciativa demonstra que o verdadeiro valor deste tipo de eventos reside na escala e na mudança de perspetiva, e não apenas na resolução pura do ecrã.












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