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Cabo USB

A conveniência de usar exatamente o mesmo fio para carregar o telemóvel, o computador portátil ou até os auscultadores tornou-se uma realidade graças à adoção generalizada da ligação física tipo C. Embora algumas marcas tenham demorado uma eternidade a abandonar as suas portas proprietárias, hoje o cenário tecnológico parece mais harmonioso. A verdade esconde uma realidade bem mais complexa quando chega a hora de comprar um substituto, especialmente se estivermos a falar do recente padrão USB4, cujos valores nas prateleiras portuguesas podem facilmente oscilar entre os 18 e os 55 euros.

A justificação para esta discrepância face aos acessórios baratos que encontramos em qualquer loja convencional reside na engenharia interna. Estes fios não servem apenas para enviar energia de um lado para o outro. Estão desenhados para suportar larguras de banda massivas que chegam aos 80 Gbps simétricos, ou até 120 Gbps assimétricos na sua versão mais recente. Na prática, isto significa que um único cordão consegue alimentar o portátil com a eletricidade necessária enquanto gere a imagem para vários monitores externos e transfere dados a alta velocidade para um SSD de secretária.

A ilusão do formato universal

O maior problema na hora de ir às compras é a confusão gerada pelo próprio nome comercial. A designação refere-se estritamente ao formato físico do conetor oval e reversível, não indicando absolutamente nada sobre a velocidade que o interior consegue processar.

Um excelente exemplo desta limitação disfarçada vem diretamente das caixas de equipamentos topo de gama. O mais recente modelo do iPhone possui uma porta capaz de transferir ficheiros a 10 Gbps, mas o acessório incluído de origem pela fabricante está limitado às velocidades antigas da norma 2.0, que não ultrapassa os 480 Mbps. Sem este conhecimento técnico, o consumidor comum culparia rapidamente o telemóvel pela extrema lentidão na passagem de fotografias para o computador.

Quando faz sentido abrir os cordões à bolsa

A grande vantagem destas opções premium de quarta geração é a paz de espírito a longo prazo. Como cumprem os requisitos mais exigentes da indústria, incluindo a paridade e compatibilidade com a alternativa Thunderbolt da Intel, garantem que o utilizador retira o máximo desempenho de qualquer máquina moderna que venha a adquirir. A retrocompatibilidade do sistema assegura ainda que funcionam perfeitamente com aparelhos mais antigos para simples carregamento.

Para o mercado nacional, onde o custo da eletrónica já exige contas bem feitas ao orçamento familiar, a decisão de compra deve ser calculada de acordo com o cenário de uso. Gastar meia centena de euros num acessório com estas características só tem uma lógica clara se existirem múltiplos periféricos avançados na secretária capazes de tirar partido dessa largura de banda extrema. Para quem procura apenas carregar a bateria do equipamento móvel durante a noite com carregamento rápido, as soluções focadas apenas em fornecimento de energia, suportadas por normas anteriores, continuam a ser a escolha com maior custo-benefício.

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