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Justin Bieber

No passado sábado, durante o festival Coachella, Justin Bieber realizou a primeira de duas atuações principais, num acordo avaliado em 10 milhões de dólares. Contudo, em vez de uma performance convencional do início ao fim, o artista passou parte do tempo de uma forma bastante familiar para muitos: a navegar na internet e a reproduzir os seus próprios conteúdos através de um portátil.

Segundo um rumor avançado pelo Daily Mail, a razão para o cantor não ter interpretado as suas faixas clássicas na íntegra estaria relacionada com a venda do seu catálogo musical em dezembro de 2022, o que o impediria legalmente de o fazer ao vivo.

A verdade sobre os direitos musicais do artista

Apesar da especulação gerada em torno da atuação, especialistas da indústria garantem que a venda dos direitos não proíbe Bieber de cantar as suas próprias obras. De acordo com Daniel J. Schacht, advogado especialista em propriedade intelectual, uma venda de catálogo que restrinja o direito de um artista atuar seria algo sem precedentes. James Grimmelmann, professor de direito na Cornell Tech, acrescenta que os direitos relevantes neste caso são de execução pública. Estes são geridos por entidades competentes, com as quais recintos como o Coachella assinam acordos globais para que os artistas possam interpretar qualquer tema livremente.

Fontes próximas da situação confirmaram também à Billboard que a alegação não faz qualquer sentido e que não existem restrições sobre o que a estrela pode atuar ao vivo. Adicionalmente, a empresa Recognition Music Group, que adquiriu o catálogo conforme detalhado pelo The Hollywood Reporter, beneficia diretamente com o aumento de audições gerado por estas atuações, tornando uma proibição totalmente ilógica para os negócios.

Uma viagem nostálgica pela internet

Longe de estar limitado, Bieber aproveitou a ocasião para criar uma experiência interativa e descontraída com os fãs. Com o ecrã gigante do palco a transmitir diretamente a sua pesquisa no YouTube, o cantor procurava em tempo real por clássicos como "Baby", "Beauty and a Beat" e "Never Say Never", cantando por cima dos vídeos a partir do seu Mac. Durante o alinhamento, chegou mesmo a exibir covers caseiros da sua infância, época em que foi descoberto.

O espetáculo incluiu ainda tempo para consumir conteúdos virais. O público do festival acabou por assistir a vários memes em conjunto com o artista, incluindo o icónico "double rainbow", o famoso "Deez Nuts", e até compilações de incidentes antigos do próprio cantor, como uma colisão contra uma porta de vidro, uma queda de palco e a sua recente interação com um paparazzo. O momento descontraído terminou apenas quando o músico brincou com a situação, afirmando que estava a ser sugado pelas profundezas da web e que precisava de dar continuidade ao espetáculo.

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