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Google Chrome

O ato de copiar e colar é uma das ações mais mecânicas que realizamos num computador, mas quem utiliza aplicações web pesadas já deve ter notado pequenos atrasos ao usar o famoso atalho de teclado. Para resolver este problema, uma nova atualização começou a ser implementada na estrutura base da internet, conforme detalhado no blog oficial de programadores do Google Chrome e suportado pela documentação no GitHub da Mozilla.

Esta alteração técnica altera a forma como o Google Chrome e o Microsoft Edge interagem com a área de transferência do sistema operativo, prometendo eliminar os bloqueios momentâneos e reduzir drasticamente o consumo de memória RAM. Para os utilizadores portugueses que passam o dia a alternar entre editores de texto, folhas de cálculo e plataformas de design no navegador, esta mudança traduz-se numa experiência de navegação substancialmente mais fluida.

O peso invisível da área de transferência

Até agora, os navegadores funcionavam de forma pouco eficiente ao lidar com o conteúdo copiado. Quando um utilizador copia uma tabela complexa ou um elemento gráfico, o sistema não guarda apenas a informação visível. Na verdade, cria instantaneamente várias versões desse mesmo conteúdo na área de transferência, incluindo texto simples, código HTML rico e dados de imagem.

Sempre que tentava colar essa informação numa página web, o navegador descarregava absolutamente todos estes formatos para a sua memória. Além de ocupar recursos desnecessários, o programa ainda perdia tempo a analisar e verificar a segurança de imagens e blocos de código pesados, mesmo que a plataforma de destino apenas precisasse do texto simples. O resultado era um pico no uso do processador e um atraso percetível antes de o conteúdo aparecer no ecrã.

Leitura seletiva melhora o desempenho

A partir da versão 149 das plataformas baseadas em Chromium, o paradigma muda com a introdução da leitura de formato seletiva. Em vez de absorver todo o pacote de dados disponível, o navegador passa a consultar o sistema apenas para saber quais os formatos que estão prontos a ser usados. Quando o utilizador aciona o comando para colar, o navegador solicita exclusivamente o formato exigido pela aplicação web naquele momento exato.

Os ficheiros de imagem e HTML pesados que não são necessários acabam por ser totalmente ignorados. Esta otimização acontece de forma automática, sem exigir qualquer configuração manual por parte de quem está a navegar ou alterações nos códigos das páginas web já existentes.

Impacto direto na memória e disponibilidade

Esta otimização significa que copiar e colar elementos com grandes cargas ocultas vai deixar de causar pequenas paragens. O benefício é particularmente notório para quem costuma ter dezenas de separadores abertos em simultâneo, já que a memória RAM do computador deixa de ser preenchida com dados invisíveis e inúteis provenientes da área de transferência.

Esta melhoria fundamental já se encontra presente de forma nativa para a maioria dos utilizadores modernos. Vale destacar que o ecossistema da Apple já beneficiava deste comportamento no Safari. A equipa do Firefox também já confirmou a sua aprovação a esta nova norma tecnológica, o que significa que o navegador adotará a mesma estratégia num futuro próximo para manter a paridade de desempenho.

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