
A utilização de ferramentas baseadas em inteligência artificial continua a expandir-se rapidamente um pouco por todo o mundo, com Portugal a acompanhar esta tendência de crescimento constante. De acordo com os dados do primeiro trimestre de 2026 divulgados no blog oficial da Microsoft, a taxa de integração destas tecnologias na rotina dos trabalhadores sofreu um aumento significativo, embora o nosso país tenha perdido algum terreno na tabela internacional face a nações mais aceleradas.
O AI Diffusion Report, elaborado pelo Instituto da Economia da IA da Microsoft, foca-se em mapear a forma como diferentes setores e regiões estão a incorporar soluções inteligentes no seu dia a dia, medindo o impacto que isso tem na produtividade e na economia global.
O panorama de adoção em Portugal
No mercado nacional, os números mostram que 26,4% da população em idade ativa já recorre a sistemas inteligentes, o que representa uma subida de 2,2 pontos percentuais quando comparado com o segundo semestre do ano transato. Apesar deste salto positivo que reflete o interesse contínuo pelas novas tecnologias em território luso, o ritmo não foi suficiente para manter a posição anterior do país.
Portugal ocupa agora o vigésimo lugar a nível europeu e escorregou para a trigésima sexta posição no quadro mundial. Esta descida é uma consequência direta da velocidade vertiginosa com que outras economias globais estão a integrar ativamente estes modelos nas suas infraestruturas empresariais.
Fosso global e o domínio asiático
Olhando para o cenário internacional, a utilização destas soluções subiu de 16,3% para 17,8%. No entanto, a disparidade entre regiões está cada vez mais acentuada. O hemisfério norte atingiu os 27,5% de integração, contrastando com os meros 15,4% registados no sul. Esta diferença é justificada pelas variações de acesso a infraestruturas de rede adequadas e ao nível de literacia digital das populações.
Pela primeira vez na história deste estudo, dez dos cento e quarenta e sete territórios analisados superaram a barreira dos 40% de adesão. O grande destaque vai para os Emirados Árabes Unidos, que se isolam no topo da lista ao quebrar a marca dos 70%, provando o sucesso das suas políticas governamentais focadas na modernização. No lote dos países mais avançados surgem também Singapura, Noruega e Irlanda.
O mercado asiático revela-se como o grande motor desta revolução, abrigando doze das quinze nações que registaram o crescimento mais acelerado desde meados do ano passado. Além do uso geral corporativo, o relatório evidencia ainda um impacto massivo da inteligência artificial no campo da programação. A criação de software está a ser profundamente transformada, com plataformas colaborativas como o GitHub a sentirem uma aceleração notável na geração de código e na otimização do fluxo de trabalho das equipas de desenvolvimento.












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