
A Microsoft saiu em defesa de uma nova funcionalidade que está a gerar debate na comunidade tecnológica: o Low Latency Profile. Esta ferramenta, desenhada para acelerar a resposta do sistema operativo, foi alvo de críticas por parte de alguns utilizadores que acusam a empresa de utilizar truques artificiais para mascarar a performance do software. Contudo, Scott Hanselman, programador da tecnológica, foi direto na resposta, lembrando que sistemas como o macOS e o Linux já utilizam métodos semelhantes com grande aceitação.
Segundo as informações partilhadas por Scott Hanselman na rede social X, este perfil de baixa latência permite que o processador suba momentaneamente a sua frequência para o modo Boost durante um a três segundos. Este pequeno empurrão acontece sempre que o utilizador interage com elementos críticos, como abrir uma aplicação ou aceder ao menu Iniciar, garantindo uma fluidez muito superior antes de a CPU regressar ao seu estado normal de consumo.
Como funciona a otimização de latência
O objetivo principal desta funcionalidade no Windows 11 não é aumentar o desempenho bruto de forma constante, mas sim reduzir o tempo de espera em tarefas interativas. A Microsoft mediu ganhos significativos em aplicações próprias, indicando que o browser Edge e o Outlook podem abrir até 40% mais depressa. No caso do menu Iniciar, a melhoria na velocidade de resposta pode chegar aos 70%, algo que será particularmente visível em computadores com hardware mais modesto.
Embora o código já esteja presente no sistema, a função ainda se encontra numa fase inicial de testes e não foi ativada oficialmente para todos os utilizadores. Atualmente, apenas alguns participantes do programa Insider conseguem forçar a sua ativação através de ferramentas externas, o que deu origem às primeiras análises e à consequente polémica sobre se este pico temporário de energia é uma otimização real ou apenas um atalho técnico.
Críticas e a comparação com a concorrência
A comunidade reagiu com ceticismo, com alguns utilizadores a descreverem a técnica como uma espécie de batota. Em resposta, Hanselman sublinhou que este comportamento é o padrão na indústria móvel e em sistemas rivais. O programador explicou que os smartphones fazem isto constantemente: cada toque no ecrã desperta os núcleos do processador e eleva as frequências para renderizar a imagem de imediato, voltando ao repouso milissegundos depois.
Para a gigante de Redmond, esta é a resposta direta aos pedidos dos utilizadores que exigiam um sistema mais ágil. No entanto, resta saber se a funcionalidade será alargada a software de terceiros ou se continuará focada apenas no ecossistema da marca. Se a implementação final conseguir equilibrar a velocidade com a autonomia e as temperaturas, poderá tornar-se um aliado valioso na experiência de utilização diária do computador.












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