
A NVIDIA apresentou recentemente o DLSS 5, mas a internet não perdoou as primeiras demonstrações, transformando os resultados num autêntico meme devido ao aspeto artificial de alguns rostos. Perante a onda de críticas, a Bethesda veio a público acalmar os ânimos, esclarecendo numa publicação no X que os exemplos mostrados são de uma fase muito inicial de desenvolvimento e que a tecnologia vai melhorar significativamente até ao seu lançamento.
A controvérsia gerou-se porque várias comparativas alteraram drasticamente a direção criativa dos jogos, modificando por completo a cara das personagens. No entanto, é importante sublinhar que a implementação desta ferramenta está inteiramente a cargo de cada estúdio. Os criadores usaram os seus títulos como cobaias para exibir o potencial bruto da tecnologia da NVIDIA, o que resultou em imagens pouco lisonjeiras, mas também em excelentes exemplos de fotorrealismo quando bem aplicada, como foi o caso de Leon em Resident Evil.
O poder de decisão nas mãos dos estúdios
A grande novidade desta versão é a renderização neuronal, um salto técnico capaz de alterar a iluminação, os materiais e o aspeto visual em tempo real. O sistema analisa os vetores de movimento e as cores de cada fotograma, identificando elementos como pele, tecidos ou cabelo para criar uma imagem mais realista sobre a base 3D original. O desafio passa agora por garantir que este filtro generativo não se transforma num exagero estético que desvirtue a visão inicial dos artistas.
Todd Howard, diretor executivo da empresa, elogiou a colaboração com a fabricante de placas gráficas, sublinhando que a ferramenta foi desenhada para ser altamente configurável. Os programadores vão poder ajustar a intensidade, as cores e criar máscaras para definir exatamente onde e com que força o efeito é aplicado, preservando a identidade visual de cada projeto.
Uma ferramenta opcional em fase de afinação
Para evitar alarmismos, a equipa por trás de Starfield garantiu que o departamento artístico vai continuar a afinar a integração até ao lançamento oficial. Além disso, este novo sistema neuronal será totalmente opcional para os jogadores. Quem preferir manter a estética original sem o processamento avançado poderá ativar apenas as funcionalidades conhecidas até à versão 4.5.
Com um compasso de espera de pelo menos sete meses até à chegada às portas de 2027, os estúdios têm tempo de sobra para dominar a ferramenta e garantir que as afinações necessárias são feitas. O objetivo final será sempre entregar um nível de fotorrealismo impressionante, sem que a inteligência artificial acabe por substituir a verdadeira intenção artística original dos criadores.












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