
O conhecido serviço de alojamento de código está a braços com uma potencial falha de segurança massiva. De acordo com a informação revelada por uma fonte no LinkedIn, a GitHub encontra-se a investigar uma intrusão nos seus sistemas internos, após o grupo de piratas informáticos TeamPCP afirmar ter tido acesso a cerca de 4000 repositórios de código privado. O coletivo criminoso exige agora um mínimo de 50 mil dólares (aproximadamente 46 mil euros) pela informação roubada.
A segurança das contas e a resposta oficial
A plataforma, que é utilizada por mais de 180 milhões de programadores e suporta a grande maioria das empresas da Fortune 100, já confirmou estar a investigar a situação. A empresa esclareceu que, até ao momento, não existem provas de que os dados dos clientes armazenados fora dos seus repositórios internos, como as organizações e projetos das próprias empresas utilizadoras, tenham sido comprometidos.
A infraestrutura continua a ser monitorizada de perto para detetar qualquer atividade maliciosa de seguimento e, caso se verifique impacto direto para os utilizadores, estes serão alertados através dos canais oficiais de resposta a incidentes criados para o efeito.
O historial perigoso do coletivo TeamPCP
Através do fórum clandestino Breached, o grupo TeamPCP publicou o anúncio de venda, garantindo que não pretende extorquir a plataforma de alojamento, mas sim encontrar um único comprador antes de dar por terminada a sua atividade criminosa. Os piratas informáticos afirmaram mesmo que, caso não encontrem interessados em pagar o valor estipulado, irão divulgar todo o código gratuitamente.
Este não é o primeiro grande ataque do grupo, que já possui um vasto currículo em campanhas perigosas contra cadeias de fornecimento de software. Ainda em março, o coletivo comprometeu o sistema Trivy da Aqua Security e espalhou malware de roubo de informações através da biblioteca Python LiteLLM. Mais recentemente, estiveram associados a campanhas que afetaram diretamente dispositivos de funcionários da OpenAI e chegaram a ameaçar a partilha indevida de material furtado da tecnológica Mistral AI.












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