
Quando compramos um portátil de gama alta, esperamos que a mais recente geração ofereça o melhor desempenho possível. No entanto, as coisas nem sempre são tão lineares no mundo dos computadores portáteis, onde o chassis e a capacidade de refrigeração ditam as regras energéticas. Conforme os testes realizados pelo canal Hardware Canucks, o novo Razer Blade 16 de 2026 apresenta resultados de processamento inferiores à sua própria versão de 2025.
O sacrifício do desempenho pelo design
A versão de 2025 do Razer Blade 16 surpreendeu ao integrar o processador AMD Ryzen AI 9 HX 370 e uma placa gráfica RTX 5090 num corpo com apenas 14,9 milímetros de espessura. Para a atualização de 2026, a marca optou por mudar para o Intel Core Ultra 9 386H da arquitetura Panther Lake, limitando-o a um consumo de 70W.
O resultado desta transição reflete-se diretamente nas ferramentas de benchmark. No Cinebench R23, o novo modelo alcançou 20.936 pontos, ficando cerca de 10% abaixo dos 23.682 pontos obtidos pelo modelo com arquitetura da concorrência. A título de comparação, chips focados na eficiência como o M5 Max da Apple chegam a ser 30% mais rápidos, enquanto máquinas concorrentes da Alienware a operar a 139W oferecem quase o dobro da pontuação deste Panther Lake. Esta quebra na ordem dos 10% repete-se em testes como o Cinebench 2024 e o Blender, com o software Photoshop a mostrar também um ligeiro atraso face à concorrência direta.
Nos videojogos o cenário repete-se
O impacto das restrições térmicas faz-se sentir igualmente nas sessões de videojogos. Em títulos como Indiana Jones, a edição de 2026 regista médias de 112,3 fotogramas por segundo, face aos 121,6 alcançados pela versão do ano transato. O comportamento em Alan Wake 2 é idêntico, sendo que em jogos mais dependentes do processador, como Rainbow 6: Siege X, outras máquinas no mercado como o Legion Pro chegam a entregar mais 50% de desempenho nos fotogramas mínimos graças a um consumo energético superior.
Ainda assim, existe forma de contornar parcialmente esta limitação térmica. O uso de bases de refrigeração externas permite baixar as temperaturas do sistema portátil e aumentar a frequência operacional do CPU e da GPU entre 100 e 200 MHz, o que já torna possível à nova versão de 2026 superar a antiga em cenários intensivos como Cyberpunk 2077.
Bateria é a grande vencedora
Apesar da redução na força bruta, o novo modelo traz uma contrapartida substancial que pode agradar a quem procura mobilidade. O processador da geração Panther Lake consome significativamente menos energia quando o sistema está em repouso ou sujeito a cargas muito leves de trabalho.
Graças a esta eficiência energética em momentos de inatividade, a autonomia do equipamento dá um salto impressionante. Enquanto o modelo de 2025 oferecia cerca de 10 horas e 15 minutos em navegação na internet, a versão de 2026 atinge incríveis 17 horas e 20 minutos nas mesmas condições, marcando uma melhoria de 70% na duração da bateria para tarefas do dia a dia.












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