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A gigante tecnológica Meta decidiu abrandar a implementação do seu controverso sistema de monitorização de funcionários, conhecido como Model Capability Initiative. De acordo com um memorando interno acedido pela agência Reuters, a empresa está a introduzir novas opções que permitem aos trabalhadores pausar a recolha de dados por breves períodos, respondendo assim a uma forte onda de contestação interna sobre a privacidade no local de trabalho.

Ajustes na monitorização e consumo de recursos

O documento redigido por Stephane Kasriel, vice-presidente do laboratório de superinteligência focado na criação de modelos da empresa, revela que as equipas podem agora suspender o software de rastreio durante trinta minutos e até solicitar isenções formais. Kasriel justificou estas otimizações com as queixas dos trabalhadores sobre o consumo excessivo de bateria e de dados nos equipamentos, embora tenha sublinhado que a administração mantém a confiança nas medidas de privacidade estabelecidas desde o início do projeto.

Lançado originalmente em abril, o sistema regista cada toque no teclado e o conteúdo dos ecrãs em computadores da empresa, com o objetivo primário de treinar modelos de inteligência artificial sobre a forma como os humanos executam tarefas de escritório. A monitorização abrange ferramentas aprovadas para o trabalho diário, incluindo aplicações como o Gmail, plataformas de código e o assistente interno da empresa. Inicialmente, o diretor de tecnologia da empresa, Andrew Bosworth, rejeitou as preocupações da equipa, afirmando de forma categórica que não existia qualquer opção para desativar a ferramenta nos computadores corporativos.

Investimentos bilionários e falhas de segurança

A estratégia agressiva focada na inteligência artificial generativa já teve um impacto profundo na estrutura da empresa. A tecnológica despediu recentemente cerca de oito mil funcionários, o que representa aproximadamente dez por cento da sua força de trabalho total. Os executivos acreditam que as novas ferramentas vão permitir que equipas de apenas dez pessoas consigam produzir o mesmo volume de trabalho que grandes departamentos. Para sustentar esta visão, a empresa planeia gastar mais de 550 mil milhões de euros até 2028 em centros de dados preparados para esta nova realidade tecnológica, oferecendo ainda pacotes de compensação que chegam aos 275 milhões de euros para atrair os melhores investigadores do mercado.

Apesar destes investimentos massivos, a estrutura enfrenta problemas recentes de segurança. Piratas informáticos utilizaram injeção de comandos para contornar as proteções do assistente de suporte e roubar contas de Instagram, mesmo com a autenticação de dois fatores ativada pelo utilizador. Este incidente de segurança afetou perfis de elevado relevo, incluindo a conta oficial da Casa Branca da era Obama e a reconhecida investigadora de segurança de aplicações Jane Manchun Wong.

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