
O ambiente na Meta está longe de ser pacífico, especialmente após as várias ondas de despedimentos e o foco massivo da empresa na IA. Segundo um relatório avançado pela Wired, a divisão Applied AI da tecnológica encontra-se à beira de uma verdadeira revolta laboral.
Tensão nas reuniões e funções obrigatórias
A situação atingiu um ponto crítico esta semana, quando uma apresentação interna transmitida em direto foi interrompida por um trabalhador visivelmente exaltado. O incidente envolveu insultos diretos a um alto cargo executivo, refletindo a enorme frustração que se vive dentro da unidade de 6500 engenheiros e gestores de produto, criada há apenas três meses.
O principal motivo de descontentamento prende-se com a forma como os trabalhadores foram alocados a este grupo. Muitos descobriram a sua transferência através de um e-mail surpresa, sem qualquer margem de escolha a não ser aceitar ou abandonar a empresa. A sua nova função consiste em criar quebra-cabeças e problemas de programação para treinar os modelos de inteligência artificial da marca, um trabalho que vários descrevem como esgotante e desmoralizador.
A justificação da liderança e o impacto na moral
Numa reunião recente, Mark Zuckerberg justificou a decisão de recrutar internamente em vez de contratar empresas externas. O diretor executivo explicou que o trabalhador médio da empresa possui um nível de inteligência significativamente superior ao dos subcontratados habituais, o que os torna a escolha ideal para fornecer dados de alta qualidade e treinar os agentes de forma eficaz.
No entanto, a moral continua a cair a pique. Para agravar a situação, mais de 1600 trabalhadores assinaram uma petição contra um programa que monitoriza os seus cliques e as teclas pressionadas para gerar ainda mais dados de treino. O descontentamento é tão palpável que a própria liderança sentiu necessidade de intervir, com Mark Zuckerberg a reconhecer, num memorando recente, que as mudanças causaram perturbação e admitindo que foram cometidos erros que a empresa planeia agora corrigir.












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