
A Intel está a preparar-se para seguir uma estratégia semelhante à da rival AMD com o seu mítico socket AM4, planeando prolongar a vida comercial da plataforma LGA1700 através do lançamento de uma nova gama de processadores designada "Raptor Lake Next" em 2027. Segundo as informações avançadas pelo site VideoCardz, estes novos chips não vão surgir como uma décima quinta geração, mas sim integrados dentro da atual linha Core 200. O principal objetivo passa por disponibilizar uma alternativa económica que mantenha o suporte para memórias RAM DDR4 e DDR5, permitindo aos utilizadores atualizar o sistema sem a necessidade de investir numa nova motherboard.
Especificações técnicas e foco no mercado de entrada
Os rumores sobre este movimento da Intel ganharam força na Computex de Taipei, apontando o lançamento oficial para a primeira metade de 2027. Na folha de especificações partilhada, o modelo de topo desta linha contará com 16 núcleos numa configuração clássica de 8 P-Cores e 8 E-Cores com um TDP de 125W. Curiosamente, existirá também uma variante com 20 núcleos (8 P-Cores e 12 E-Cores), focada na eficiência e limitada a 65W de TDP. Para os segmentos mais acessíveis, a marca disponibilizará uma versão intermédia de 10 núcleos e um modelo de entrada muito barato equipado com 4 núcleos P-Core.
A produção em massa desta linha está prevista para arrancar no final de janeiro de 2027, com as primeiras amostras de engenharia a surgirem nos laboratórios na reta final de 2026. Isto posiciona o anúncio oficial destes novos componentes para o início de janeiro, coincidindo com a realização do CES em Las Vegas.
Longevidade da plataforma e resposta à concorrência
O socket LGA1700 estreou-se originalmente em 2021 com a arquitetura Alder Lake, tendo acolhido posteriormente as gerações Raptor Lake e Raptor Lake Refresh. Com a introdução dos Raptor Lake Next, a marca norte-americana estende a longevidade de uma plataforma de computadores de secretária que muitos consideravam encerrada, enquanto o socket LGA1851 poderá enfrentar um ciclo de vida significativamente mais curto no mercado.
Esta decisão foca-se inteiramente na contenção de custos de produção e de aquisição. Ao reutilizar motherboards com os chipsets das séries 600 e 700, os consumidores evitam a transição obrigatória para plataformas mais caras. Em termos de funcionalidades adicionais, não são esperadas grandes revoluções face ao que a gama Raptor Lake Refresh já oferece, como o Wi-Fi 7 ou a tecnologia Intel APO. Os novos chips vão coexistir de forma pacífica com a restante linha Core de 14ª geração, servindo como uma barreira defensiva da fabricante para proteger a sua quota no mercado de gama média e baixa.












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