
A Apple continua sem planos concretos para disponibilizar a nova versão da Siri no mercado da União Europeia, apontando a legislação comunitária como a causa direta para este impedimento. A tecnológica norte-americana afirma que as regras impostas pelo Regulamento dos Mercados Digitais (DMA) inviabilizam a integração da funcionalidade tal como foi originalmente concebida para os seus dispositivos, privando os utilizadores europeus desta grande atualização.
Impacto do Regulamento dos Mercados Digitais
A nova assistente virtual foi desenvolvida para oferecer uma maior compreensão do contexto de cada utilizador, sendo capaz de analisar dados em diversas aplicações, mensagens, fotografias e vídeos para realizar tarefas complexas. Contudo, as normas de interoperabilidade do DMA exigem que a Apple garanta a empresas concorrentes o mesmo nível de acesso ao sistema operativo e aos dados que a Siri utiliza. Esta abertura beneficiaria diretamente outras plataformas rivais no setor, como a OpenAI ou a Google, que também desenvolvem os seus próprios assistentes digitais.
Privacidade do ecossistema e alternativa proposta
A fabricante recusa ceder a estas obrigações legais, justificando a sua posição com sérias preocupações relacionadas com a privacidade e a segurança dos dados dos utilizadores. Para mitigar o impasse com as autoridades de Bruxelas, a empresa sugeriu a implementação do Trusted System Agent, um mecanismo que funcionaria como uma camada protetora intermédia entre a sua arquitetura e as ferramentas de inteligência artificial de terceiros. Esta abordagem permitiria a execução de funções essenciais sem comprometer a integridade do ecrã e do sistema do telemóvel, embora a marca estime que seriam necessários cerca de dezoito meses para aplicar a solução de forma gradual.












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