
A entidade responsável pela FIFA começou a inundar a Google com pedidos de remoção DMCA para eliminar domínios piratas dos resultados de pesquisa. No entanto, conforme revelou o site TorrentFreak, estes avisos parecem ter sido gerados por inteligência artificial e podem, na verdade, ser uma manobra de uma plataforma pirata concorrente para deitar abaixo os seus rivais durante o campeonato.
Detalhes suspeitos e linguagem artificial
Ao analisar a base de dados Lumen, que reúne queixas de direitos de autor, foram detetadas dezenas de notificações recentes enviadas em nome do organismo desportivo. A linguagem utilizada nos documentos chamou imediatamente a atenção devido a termos incomuns e excessivamente técnicos, como matrizes de indexação programática ou estruturas de links disfarçadas. Ferramentas de deteção de texto automatizado classificaram estes avisos como totalmente concebidos por máquinas.
Além da escrita robótica, os pedidos misturam conceitos de marcas registadas com direitos de autor, confundindo categorias legais de forma bizarra. Outro fator intrigante é que as denúncias não se limitam a proteger transmissões de futebol, visando também portais que partilham conteúdos da NBA, NFL, Fórmula 1 e wrestling, desportos com os quais a associação de futebol não tem qualquer ligação legal.
Pedidos de remoção total sem efeito prático
Ao contrário do procedimento habitual do DMCA, que solicita a eliminação de endereços web específicos, estas queixas exigem a desindexação permanente e total de domínios inteiros e de todos os seus subdiretórios no motor de busca. Entre os alvos listados encontram-se sites populares de transmissão ilegal que continuam ativos.
Até ao momento, as investigações apontam que a gigante tecnológica norte-americanas não acatou estes pedidos drásticos de bloqueio completo de domínios, uma vez que os endereços continuam visíveis ou simplesmente nunca tinham sido indexados. A federação desportiva foi contactada para clarificar se estas ações partiram dos seus serviços ou de algum parceiro externo de proteção de direitos, mas não emitiu qualquer resposta oficial até à publicação do artigo.












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