
A distribuição independente KaOS atingiu um marco histórico com o lançamento da versão 2026.06. Segundo a publicação oficial da KaOS, a nova atualização conclui a transição para o Dinit como sistema de arranque principal, afastando-se do systemd após um longo período de testes, e substitui o tradicional ambiente de trabalho KDE Plasma pelo Niri.
Fim da era systemd e adoção do Niri
A alteração arquitetónica mais profunda reflete-se no arranque do sistema, que passa a ser gerido através da combinação do dinit, turnstile e seatd. O systemd foi reduzido ao mínimo essencial, permanecendo apenas para lidar com o udev e os ficheiros temporários. Para quem utiliza esta distribuição de Linux, isto significa uma rutura técnica relevante com o padrão atual do mercado e uma experiência de inicialização totalmente renovada. O gestor de ecrã SDDM foi também substituído pelo greetd com tuigreet, garantindo uma integração completa com a nova infraestrutura.
No campo visual, a mudança é igualmente expressiva. O KDE Plasma e o gestor de janelas Kwin dão lugar ao Niri, acompanhado pela interface Noctalia. Apesar desta alteração estrutural na interface padrão, o sistema mantém o seu foco no ecossistema Qt, assegurando que todas as aplicações fornecidas continuam a basear-se em Qt ou KDE. Os utilizadores que prefiram manter o Plasma ainda encontram a versão 6.7 disponível nos repositórios oficiais, onde permanecerá até que o seu suporte oficial termine a montante.
Linux 7.0.13 e novas ferramentas de sistema
Na base do sistema, a distribuição é agora alimentada pelo kernel 7.0.13, o que garante melhorias de estabilidade e um suporte de hardware atualizado. A acompanhar as mudanças de fundo, o Limine assume o lugar de carregador de arranque predefinido, ditando o fim da oferta do systemd-boot nesta versão.
O instalador Calamares suporta agora nativamente ambientes Wayland puros e facilita o processo de formatação, passando a oferecer opções de particionamento automático para sistemas de ficheiros XFS, EXT4, BTRFS ou ZFS, sem necessidade de configuração manual. O leque de software principal recebeu também atualizações de peso, com novas versões do GStreamer, Pipewire, OpenSSH, Bash, Mesa e do editor de texto nano. Para rematar, a reprodução de áudio adota um novo motor Phonon que substitui a solução anterior baseada no VLC, e a linha de comandos ganha maior personalização com a inclusão da ferramenta starship.












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