
O mercado dos veículos autónomos na Europa acaba de ganhar um novo fôlego competitivo. Numa iniciativa conjunta, a tecnológica chinesa Baidu e a plataforma norte-americana Lyft, em parceria com a empresa de táxis Freenow, anunciaram o arranque oficial dos testes na estrada da sua frota de robotáxis em Londres. Conforme detalhado no comunicado de imprensa oficial, a operação marca a estreia das viaturas inteligentes do ecossistema Apollo Go no continente europeu.
Nesta fase preliminar, dezenas de veículos do modelo Baidu Apollo Go RT6 vão circular pelas ruas do município de Brent, na zona noroeste da capital britânica. Para cumprir as normas de segurança vigentes e mitigar riscos em ambiente urbano, todas as unidades em circulação vão contar obrigatoriamente com condutores humanos de salvaguarda ao volante, prontos a assumir o controlo mecânico em caso de qualquer imprevisto.
A estratégia de expansão e a integração com as redes de táxis
A chegada à capital do Reino Unido surge no seguimento das promessas deixadas pelas marcas no ano transato, pretendendo criar as fundações para a implementação progressiva de milhares de automóveis autónomos em múltiplos países europeus. Com o intuito de acelerar a introdução comercial da tecnologia e aproveitar uma infraestrutura já consolidada, a Lyft concluiu a aquisição da alemã Freenow no ano passado, assegurando o acesso direto a uma vasta rede de motoristas licenciados no território britânico e na Alemanha.
Embora os carros já comecem a ser visíveis no asfalto, a gestão operacional de passageiros vai iniciar-se de forma faseada. Numa fase posterior, a rede de robotáxis vai funcionar em estreita complementaridade com os serviços tradicionais de táxis e transporte privado de passageiros (TVDE) da Freenow. Segundo o calendário avançado pelo consórcio, o público em geral será convidado a reservar as primeiras viagens a partir de 2027, sob a designação comercial de Freenow by Lyft.
Enquadramento regulatório e a concorrência em território britânico
O horizonte temporal exato para a disponibilização total do serviço permanece, contudo, dependente do aval final das entidades reguladoras locais. As empresas encontram-se em coordenação direta com a Transport for London (TfL) — a autoridade pública responsável pelos transportes na grande Londres — e com o próprio governo do país. O executivo britânico está atualmente a ultimar o quadro legislativo definitivo aplicável à condução autónoma, tendo lançado recentemente um programa piloto focado especificamente em soluções de transporte sem condutor.
Com este passo, o consórcio junta-se a uma corrida tecnológica cada vez mais renhida no Reino Unido. Recorde-se que a Waymo, detida pela Alphabet, já se encontra a testar os seus jipões elétricos Jaguar I-Pace nas estradas londrinas. Paralelamente, a Uber e a sua parceira tecnológica de condução autónoma, a Wayve, também ultimam os preparativos para arrancar com testes no asfalto, tendo já aberto uma lista de interesse para utilizadores que queiram experimentar a funcionalidade.












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