
A General Motors iniciou a fase de testes em estradas públicas da sua tecnologia de assistência à condução de próxima geração. Segundo avançou o InsideEVs, esta nova etapa decorre em vias de acesso limitado na Califórnia e no Michigan, assinalando um progresso fundamental no objetivo de permitir que os condutores tirem os olhos da estrada de forma segura.
Em breve, a fabricante automóvel terá mais de duzentos veículos de teste em circulação. Alguns destes automóveis serão conduzidos de forma manual, enquanto outros vão operar com a tecnologia de assistência à condução ativa sob supervisão humana.
O percurso até à autonomia total
A transição para os testes ativos em estrada ocorre após a empresa ter percorrido perto de 1,6 milhões de quilómetros (um milhão de milhas) através de trinta e quatro estados norte-americanos para recolha de dados de treino. A marca encara esta etapa como uma passagem significativa do processo de captação de dados manuais para a testagem da tecnologia automatizada em ambiente real.
O objetivo da empresa passa por lançar uma versão do sistema Super Cruise que dispense a atenção visual do condutor no decurso de 2028, tendo como ponto de partida o modelo Escalade IQ, equipado com tecnologia de radar. Com o tempo, a intenção é alargar esta funcionalidade a mais veículos elétricos e a combustão, expandindo a sua operação das autoestradas para outros ambientes, até atingir uma capacidade completa de navegação entre a origem e o destino.
A concorrência aperta no setor automóvel
A ideia de permitir que os passageiros naveguem na internet ou verifiquem o seu correio eletrónico enquanto o veículo assume o controlo é um objetivo que várias fabricantes da indústria perseguem. Esta fase de desenvolvimento não se esgota apenas em soluções de transporte partilhado como as da Waymo, focando-se também em integrar níveis elevados de automação em veículos destinados aos consumidores finais.
A Mercedes-Benz chegou a ter um sistema semelhante aprovado em trajetos selecionados, mas optou recentemente por o cancelar para dar lugar a uma funcionalidade focada noutra arquitetura, com contornos mais semelhantes ao sistema Full Self-Driving desenvolvido pela Tesla. Em paralelo, a Ford pretende integrar capacidades de condução autónoma avançada na sua futura plataforma elétrica, e a Rivian aponta para 2027 o lançamento do seu próprio sistema, com o fim último de não exigir intervenção humana. A Lucid, por seu turno, assegura que o seu modelo Cosmos vai entregar uma experiência de condução automatizada em 2028.












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