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Veículo da GM

A General Motors decidiu acelerar a fundo na corrida da condução autónoma, ao anunciar o início dos testes da sua tecnologia de Nível 3 no modelo Cadillac Escalade IQ. Curiosamente, este passo surge numa altura em que gigantes automóveis como a BMW e a Mercedes-Benz decidiram abrandar os seus esforços nesta mesma tecnologia. Conforme detalhado pela General Motors, a marca norte-americana prepara-se agora para testar o sistema de forma ativa em condições reais de trânsito.

O que significa o nível 3 na prática?

Ao contrário do atual sistema Super Cruise da fabricante, que se insere no Nível 2 e exige que o condutor mantenha os olhos na estrada de forma constante para retomar o controlo a qualquer instante, o Nível 3 representa um salto tecnológico considerável. Com esta nova tecnologia, quem vai ao volante pode efetivamente desviar a atenção da condução para, por exemplo, ler e-mails ou ver um vídeo. No entanto, é exigida a prontidão para assumir o controlo do veículo num prazo de dez segundos, caso o sistema o solicite. Se não houver qualquer resposta por parte do condutor, o carro inicia imediatamente uma paragem de emergência.

Uma frota de testes rumo às estradas

Para garantir a segurança e afinar todos os pormenores, a empresa vai colocar uma frota de duzentos veículos de teste nas estradas dos Estados Unidos, todos eles obrigatoriamente acompanhados por um condutor humano de segurança. Esta nova fase arranca depois de os carros de recolha de dados manuais da marca já terem percorrido mais de um milhão de milhas através de 34 estados norte-americanos. O objetivo principal é introduzir a tecnologia de Nível 3 no elétrico Cadillac Escalade IQ até 2028, com o plano de a expandir posteriormente a outros modelos premium e também à marca Chevrolet.

O recuo da concorrência europeia

Mas por que motivo a concorrência europeia decidiu travar a fundo nesta corrida de Nível 3? A verdade é que a BMW e a Mercedes-Benz depararam-se com demasiadas limitações práticas. Os seus sistemas, conhecidos como Personal Pilot L3 e Drive Pilot, respetivamente, estavam restritos a autoestradas e a velocidades baixas. A BMW limitava a velocidade a 60 km/h em situações de trânsito intenso, enquanto a Mercedes permitia até 95 km/h, mas nenhum dos sistemas podia ser ativado em estradas secundárias ou em trânsito urbano.

A somar a estas restrições, a obrigatoriedade de integrar os complexos e dispendiosos sensores Lidar elevava o custo da tecnologia para valores a rondar os sete mil euros. Face a estes obstáculos, ambas as marcas retiraram temporariamente a oferta e apostam agora em assistentes de Nível 2 altamente avançados. Estes novos sistemas conseguem guiar o carro de porta a porta de forma altamente automatizada, mesmo nas cidades, desde que o condutor mantenha os olhos sempre fixos na estrada.

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