
A divisão europeia da Tesla concluiu oficialmente todos os testes de veículos para a condução autónoma supervisionada nos Países Baixos, mas os condutores terão de esperar um pouco mais pela aprovação final. Segundo informações reveladas pelo Electrek, a luz verde esperada para o dia 20 de março derrapou agora para 10 de abril, empurrando também a meta de uma aprovação alargada a toda a Europa para a época do verão.
O processo de aprovação nos Países Baixos
A marca liderada por Elon Musk recorreu à rede social X para partilhar que finalizou a derradeira fase de avaliação do sistema com a entidade reguladora holandesa RDW. Para sustentar o pedido de aprovação da norma UN R-171 e as isenções do Artigo 39, a empresa submeteu documentação que detalha mais de 1,6 milhões de quilómetros percorridos em estradas europeias, mais de 13 mil viagens com clientes a bordo e 4500 cenários de teste em pista.
Apesar das milhares de páginas que cobrem mais de 400 requisitos exigidos, a RDW continua a rever internamente o pacote de resultados. A nova data apontada pela entidade é 10 de abril, contrariando a perspetiva partilhada anteriormente por Musk, que já tinha sido corrigido pela própria reguladora ao notar que a aprovação não estava garantida à partida. Assim que o aval for concedido nos Países Baixos, as regras de reconhecimento mútuo permitirão expandir a tecnologia aos restantes países europeus de forma gradual.
Um histórico de atrasos e escrutínio técnico
As promessas sobre a chegada do sistema avançado de assistência à condução ao mercado europeu acumulam falhas no calendário. Inicialmente previsto para o verão de 2022, o lançamento falhou depois metas para o início de 2025 e fevereiro de 2026, sendo esta última desmentida rapidamente pelo governo da China poucas horas após as declarações do diretor executivo no Fórum Económico Mundial.
Além dos entraves burocráticos e regulamentares no exterior, a fabricante automóvel enfrenta pressão no mercado norte-americano. A entidade de segurança rodoviária NHTSA elevou a sua investigação sobre acidentes com o sistema para o nível de Análise de Engenharia, um passo que abrange 3,2 milhões de veículos e que foca a sua atenção na incapacidade das câmaras em detetar problemas de visibilidade causados por encandeamento solar, nevoeiro e poeira. A empresa revelou em janeiro que contabiliza 1,1 milhões de utilizadores do sistema, o que representa uma taxa de adesão a rondar os 12% do total de carros vendidos desde sempre, um valor que coloca à prova as perspetivas financeiras da marca assentes na automação total.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!