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Claude em smartphone com fundo digital

As autoridades de Pequim emitiram um aviso contra a utilização da ferramenta de inteligência artificial Claude Code, desenvolvida pela tecnológica norte-americana Anthropic, apontando a existência de sérios problemas na proteção de dados. O alerta partiu diretamente da Base Nacional de Dados de Vulnerabilidades (NVDB), um organismo governamental chinês tutelado pelo ministério da Indústria e Tecnologias da Informação, que identificou mecanismos ocultos de monitorização em várias versões do sistema de programação.

Riscos de espionagem e portas traseiras

De acordo com as conclusões detalhadas pelo organismo regulador, o assistente concebido para automatizar a escrita de código integra um sistema capaz de enviar dados confidenciais para servidores remotos sem o consentimento dos programadores. Entre as informações recolhidas em segundo plano encontram-se a localização geográfica do utilizador e diversos identificadores de identidade. A instituição afirma que estas vulnerabilidades constituem um perigo real de fuga de dados, classificando a falha como uma porta traseira oculta. Para quem trabalha em Portugal com o Claude Code ou plataformas semelhantes, este caso acentua a importância de auditar as permissões de rede de ferramentas autónomas para evitar a exposição involuntária de segredos industriais.

Recomendações e o cenário competitivo

Face a estas descobertas, a NVDB recomendou a revisão completa ou a desinstalação imediata das edições afetadas do software, sugerindo que os utilizadores migrem para versões onde o código sob suspeita tenha sido inteiramente removido. Foi igualmente aconselhado o bloqueio preventivo de permissões de ligação externa e uma vigilância rigorosa sobre o tráfego nas redes internas das empresas. Este braço de ferro técnico surge num contexto em que serviços ocidentais como o ChatGPT ou o Gemini não funcionam de forma oficial na China continental, exigindo o recurso a redes privadas virtuais (VPN). Nos últimos anos, as autoridades de Pequim têm vindo a apertar o cerco regulatório à inteligência artificial generativa, impondo exigências severas de proteção de dados e obrigando a que os conteúdos gerados respeitem os valores socialistas fundamentais. O episódio coincide ainda com a rápida ascensão de alternativas locais, como o DeepSeek, a Zhipu ou o Doubao da ByteDance, que disputam a liderança do mercado global através de modelos de código aberto e políticas de preços agressivas.

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