
As pequenas e médias empresas europeias enfrentam uma vaga preocupante de cibercrime, impulsionada pelo uso crescente de novas tecnologias nos fluxos de trabalho corporativos. Nos primeiros quatro meses de 2026, o volume de ciberataques que utilizam software malicioso camuflado de plataformas de inteligência artificial aumentou mais de quatro vezes em comparação com o período homólogo do ano transato.
Os dados constam do relatório publicado pela Kaspersky, que detalha o panorama de ameaças enfrentado por este setor específico. Entre janeiro e abril de 2026, as soluções de segurança da organização detetaram e travaram mais de 800 investidas direcionadas a este ecossistema na Europa, revelando como as redes criminosas exploram o grande interesse dos colaboradores por assistentes virtuais de produtividade.
Os falsos assistentes virtuais e o impacto dos trojans
A monitorização efetuada demonstra que os atacantes adaptam as suas estratégias com base na popularidade dos serviços tecnológicos. Os esquemas fraudulentos registados na Europa recorreram sobretudo a imitações de plataformas bem conhecidas, com o ChatGPT a liderar as preferências como isco, representando 42% das deteções. O assistente DeepSeek surge logo a seguir com 23%, enquanto o Claude reuniu 20% das ocorrências. Soluções que ganharam tração recente no mercado em 2026, como o OpenClaw, também começaram a ser visadas com centenas de ataques detetados.
A ameaça espalha-se principalmente sob a forma de trojans, programas que simulam ficheiros inofensivos para induzir os colaboradores a procederem à sua instalação. Uma vez instalados no ecrã de trabalho, estes vírus ganham capacidades perigosas para o ambiente empresarial, conseguindo descarregar e executar outro malware no computador comprometido, além de realizarem o roubo, bloqueio, eliminação ou cópia de dados confidenciais.
Aplicações de comunicação mantêm volumes elevados de ataques
O crescimento acentuado dos disfarces associados aos modelos de linguagem não eliminou os vetores clássicos de infeção. O software indesejado para computadores ocultado em ferramentas de mensagens e videoconferência mantém a liderança em termos absolutos. Plataformas como o Telegram, WhatsApp, Zoom e Microsoft Teams serviram de fachada












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