
A AMD registou resultados financeiros históricos no segundo trimestre de 2026, impulsionada pela procura massiva de chips para inteligência artificial. De acordo com o comunicado oficial da AMD, a fabricante alcançou uma receita total de 11.536 milhões de dólares, o que representa um crescimento de 50% face aos 7.685 milhões de dólares apurados no mesmo período de 2025. O desempenho foi ainda mais expressivo no resultado líquido, que disparou 163% para atingir os 2.297 milhões de dólares.
Centros de dados e inteligência artificial lideram receitas
O grande motor desta aceleração financeira esteve na divisão de centros de dados. O segmento gerou 6.700 milhões de dólares em receitas, registando uma subida impressionante de 107% em comparação com o ano anterior. As vendas das famílias de processadores EPYC e das aceleradoras gráficas Instinct para IA garantiram um salto decisivo nas contas da tecnológica, permitindo rivalizar com a pressão exercida pela NVIDIA no mercado corporativo.
No total do trimestre, os lucros brutos da empresa fixaram-se nos 6.203 milhões de dólares, um aumento de 103% em relação aos 3.059 milhões de dólares registados no segundo trimestre do ano passado. A margem bruta expandiu-se em 14 pontos percentuais para atingir os 54%, enquanto os ganhos diluídos por ação subiram 156%, cifrando-se nos 1,38 dólares. Os rendimentos operacionais registaram uma subida extraordinária de 1.585%, fixando a margem operacional nos 17%, mesmo com as despesas operacionais a crescerem 32%.
Processadores de PC sobem mas divisão de jogos afunda
No segmento de consumo e computação pessoal, os cenários mostraram tendências opostas. A área combinada de clientes e gaming gerou 3.800 milhões de dólares, uma subida modesta de 6%. O destaque positivo pertenceu à divisão de clientes — responsável pelos processadores para computadores de secretária e portáteis —, que somou 3.100 milhões de dólares, crescendo 23% em termos homólogos.
Em sentido inverso, o setor de jogos enfrentou um trimestre difícil. A faturação das placas gráficas e componentes para consolas caiu 31%, ficando-se pelos 779 milhões de dólares. O abrandamento no mercado de consumo e a transição de ciclo nas consolas pesaram negativamente nesta área, contrastando com a robustez demonstrada pelo negócio de sistemas integrados, que arrecadou 977 milhões de dólares, um crescimento de 19%. Este desequilíbrio reflete a mudança estratégica do setor: o investimento empresarial em infraestrutura de IA está a compensar com folga a retração temporária nas vendas de hardware dedicado aos jogadores.












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