
A Google oficializou a chegada da sua nova linha de telemóveis, composta pelo Pixel 11, Pixel 11 Pro, Pixel 11 Pro XL e Pixel 11 Pro Fold. A transição da série Pixel 10 para esta nova geração marca um salto nas capacidades fotográficas e no desempenho bruto, alavancado pelo novo processador Tensor G6, exigindo contudo um investimento financeiro superior por parte dos consumidores.
Preços e armazenamento: o peso da nova geração
O custo de entrada sofreu um agravamento notório em toda a linha comparativamente aos modelos do ano transato. O Pixel 11 base começa nos 815 € (899 dólares na conversão direta), o que representa uma subida de cerca de 90 € (100 dólares) face ao preço de lançamento do Pixel 10. Para mitigar esta subida, a fabricante duplicou o armazenamento base para 256 GB e incluiu 12 GB de RAM. Importa notar que os valores finais em Portugal serão consideravelmente superiores aos da conversão direta, devido à aplicação do IVA e outras taxas locais em vigor.
No segmento superior, o Pixel 11 Pro arranca nos 995 € (1.099 dólares) — também 90 € acima do antecessor — e pode ser configurado com até 1 TB de espaço e 16 GB de RAM. O modelo de maiores dimensões, o Pixel 11 Pro XL de 6,8 polegadas, começa nos 1.175 € (1.299 dólares) com as mesmas configurações de memória. Para contextualizar, os modelos Pixel 11 base e Pro mantêm as 6,3 polegadas que já conhecíamos do Pixel 10. No espetro dos dobráveis, o novo Pixel 11 Pro Fold posiciona-se para disputar a liderança do mercado frente a rivais de peso como o Samsung Galaxy Z Fold 8.
Tensor G6 impulsiona IA e ferramentas exclusivas
O coração desta evolução face ao Pixel 10 é o novo chip Tensor G6. A marca promete um aumento de desempenho de até 25% comparativamente ao processador da geração anterior. Esta capacidade extra alimenta novidades na inteligência artificial, onde o assistente Gemini extrai agora mais contexto das aplicações suportadas para apresentar informação útil de forma proativa.
As ferramentas de voz e tradução foram refinadas: a tradução em tempo real (Live Translate) abrange agora vídeos, podcasts e mensagens de voz, enquanto a função Circle to Search passa a operar diretamente através da câmara, sem exigir a captação prévia de uma fotografia para analisar o ambiente em redor.
Câmaras mais potentes e melhorias de gravação
O hardware fotográfico distancia-se do modelo do ano passado logo no exterior, com o Pixel 11 base a adotar uma barra de câmaras mais fina e um zoom que atinge os 30x. A série Pro vai consideravelmente mais longe, integrando um sensor principal atualizado de 50 megapíxeis num formato de 1/1,3 polegadas, e uma teleobjetiva redesenhada que capta 32% mais luz do que a versão anterior. Munidos de uma câmara frontal de 42 megapíxeis e uma capacidade de zoom máximo de 120x, os modelos Pro beneficiam ainda do Instant Night Sight, que torna a captação de fotografias noturnas 4,5 vezes mais rápida.
A nível de software, a Google introduziu o modo Magic Capture para preparar fotografias e vídeos para partilha rápida. Os modelos Pro podem agora gravar vídeo estabilizado na resolução de 8K com o Pro Stable Video e o Video Boost. A nova Creator Suite concentra num único local ferramentas para usar um teleponto, cortar clips e melhorar a nitidez da voz.
O carregamento da bateria recebeu o novo Extreme Charging Mode, que prioriza o processo face a outras tarefas do sistema. Como pormenor distintivo, as versões Pro e Pro XL estreiam o HiLight, um sistema de LEDs coloridos em redor do flash que emite alertas visuais para chamadas recebidas ou momentos em que o Gemini está ativo.












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