
A fabricante chinesa de semicondutores CXMT alcançou uma taxa de rendimento superior a 90% na produção dos seus chips de memória DRAM DDR5, fabricados através de um processo comercial de 17 nm. Segundo dados avançados pela Digitimes, este avanço reduz a distância tecnológica para as líderes de mercado e consolida a capacidade de fornecimento em larga escala da empresa asiática.
A taxa de rendimento de uma bolacha de silício determina a percentagem exata de chips funcionais obtidos em cada ciclo fabril. Quanto maior for esta percentagem, menor é o custo de fabrico individual, uma vez que a empresa perde menos material e otimiza a rentabilidade das instalações. Com este resultado, a CXMT coloca uma pressão acrescida sobre concorrentes diretas como a Samsung, a SK Hynix e a Micron.
Progresso técnico e presença em grandes fabricantes
O progresso da empresa acelerou de forma assinalável nos últimos anos. No final de 2024, a taxa de sucesso dos chips DDR5 da marca situava-se entre os 50% e os 80%, tendo como meta alcançar os 90%, valor agora ultrapassado. Informações provenientes do setor na China indicam que os componentes comparáveis da Samsung apresentam rendimentos entre 92% e 93%. Trata-se de uma diferença reduzida, sobretudo considerando que a CXMT enfrenta restrições comerciais impostas pelos EUA, que limitam o acesso às ferramentas de litografia por ultravioleta extrema (EUV) mais avançadas.
Esta evolução na eficiência fabril coincide com a procura de fornecedores alternativos de componentes por parte das grandes marcas tecnológicas. Fabricantes de computadores como a Acer e a ASUS já integram pequenas remessas destas memórias em portáteis destinados ao mercado chinês e a regiões emergentes, enquanto a HP adotou soluções semelhantes em produtos específicos. Em contrapartida, a Dell, que avaliava estes chips no início do ano, terá decidido proibir a sua utilização na sequência de pressões regulatórias.
Metas de expansão e competitividade no mercado
Apesar de o custo de produção por bit na arquitetura DDR5 convencional continuar estimado em mais de 30% acima dos três líderes de mercado, a expansão fabril da CXMT promete alterar a dinâmica comercial. A empresa prevê encerrar o ano de 2026 com um volume próximo das 350.000 bolachas mensais, aproximando-se das 385.000 atribuídas à Micron. Projetos adicionais a longo prazo visam ultrapassar as 600.000 bolachas por mês.
Para os consumidores em Portugal e no mercado europeu, a entrada sólida de novos intervenientes no segmento das memórias ajuda a criar alternativas na cadeia de abastecimento de hardware. Embora a CXMT continue distante de tecnologias complexas como a memória HBM, a capacidade de gerar volumes elevados de DDR5 para computadores pessoais reforça a concorrência global e pode contribuir para a estabilização de preços no retalho.












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