
A OpenAI disponibilizou a funcionalidade Computer History na sua aplicação do ChatGPT para macOS. Esta novidade acompanha a atividade do utilizador em diferentes sites e aplicações, oferecendo à inteligência artificial e ao Codex uma visão contínua do que está a ser feito no dispositivo para antecipar necessidades e facilitar fluxos de trabalho.
Como funciona a nova memória do Mac
Através das APIs de acessibilidade da Apple, o sistema regista eventos específicos, como cliques, o que é escrito no teclado, atalhos ativados e a transição entre janelas. Toda essa informação é convertida periodicamente em resumos de texto, organizados numa cronologia por dia e hora.
Com esta base de dados, os utilizadores podem pedir ao ChatGPT para localizar ficheiros acedidos recentemente, retomar tarefas inacabadas, resumir um dia de trabalho ou identificar ações repetitivas que possam ser transformadas em automatizações. A abordagem remete para o Windows Recall, apresentado pela Microsoft em 2024, que também registava a atividade contínua no PC e que acabou por enfrentar forte contestação pública devido aos seus riscos de segurança.
Privacidade e riscos de segurança locais
Ao contrário da solução concorrente de há dois anos, a ferramenta da OpenAI não recolhe capturas de ecrã, nem grava o áudio do sistema ou as entradas do microfone. A ausência destas capturas mitiga alguns riscos, mas o nível de detalhe do histórico continua a exigir precaução.
Os ficheiros de memória gerados e armazenados localmente não contam com qualquer encriptação por parte da própria funcionalidade. Na prática, isto significa que outros programas a correr sob a mesma conta de utilizador no macOS podem ter acesso a estas informações. A empresa garante que os dados não são utilizados para treinar modelos, mas recomenda a proteção rigorosa da conta do Mac e a exclusão manual de fontes e aplicações que lidem com dados confidenciais.
Controlo total e disponibilidade
A adesão ao Computer History é estritamente opcional. A ferramenta está atualmente acessível para os subscritores dos planos Pro, Business e Enterprise no macOS, embora a sua chegada à Área Económica Europeia (que engloba Portugal), Suíça e Reino Unido esteja agendada apenas para uma fase posterior.
Quem decidir ativar o serviço mantém a capacidade de escolher exatamente quais os sites e aplicações que são monitorizados, podendo colocar o rastreio em pausa, apagar entradas individuais ou desativar o sistema a qualquer momento. Em ambientes corporativos, os administradores das contas Business e Enterprise detêm a autoridade para decidir se os funcionários podem ou não ativar esta função.







Nenhum comentário
Seja o primeiro!