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ChatControl

A controversa proposta da União Europeia, conhecida como #ChatControl, que visa a implementação de um sistema de vigilância automática sobre todas as comunicações privadas dos cidadãos, enfrenta um obstáculo legal intransponível em Portugal: a Constituição da República. O alerta é deixado hoje pela D3 - Associação de Defesa dos Direitos Digitais, que desafia o Governo a justificar a sua posição sobre uma medida que considera inconstitucional.

A proposta impõe um sistema que varre preventivamente todas as mensagens, ficheiros e comunicações online, sem qualquer suspeita prévia, processo criminal ou mandado judicial. Esta abordagem choca de frente com o princípio fundamental da inviolabilidade das comunicações, um direito que tem estado no centro de vários debates sobre privacidade e tecnologia.

Violação direta da Constituição

O cerne da questão, aponta a D3, está no artigo 34.º da Constituição. Este artigo garante a inviolabilidade das comunicações privadas e proíbe a interferência das autoridades, exceto em casos previstos no âmbito de um processo criminal e com um mandado judicial.

Ricardo Lafuente, presidente da D3, critica a ausência de debate sobre esta matéria. «Não existe sequer debate sobre a constitucionalidade. Sempre que apontamos a óbvia inconstitucionalidade da proposta, os defensores do ChatControl oferecem apenas silêncio em resposta, porventura na esperança que a coisa possa passar despercebida», refere.

O responsável pela associação deixa um repto direto ao executivo: «Estamos num momento decisivo. O Governo tem de explicar aos portugueses porque defende, em Bruxelas, uma medida que viola claramente a Constituição».

Contexto europeu e data decisiva

A pressão sobre o Governo português intensifica-se num momento em que outros Estados-membros, como a Bélgica e a República Checa, mudaram recentemente a sua posição, juntando-se ao crescente grupo de países que se opõem à medida. A decisão final sobre a proposta está cada vez mais próxima, com uma reunião decisiva do Conselho da União Europeia agendada para o próximo dia 12 de setembro.

ChatControl

O futuro da privacidade nas suas conversas digitais está por um fio. Uma proposta controversa, conhecida como "Chat Control", está a ganhar força no Conselho da União Europeia e ameaça quebrar a encriptação ponto a ponto de aplicações como o WhatsApp e Telegram, abrindo a porta a uma vigilância sem precedentes das comunicações privadas de todos os cidadãos. Com uma reunião decisiva agendada para 12 de setembro, a pressão sobre os governos, incluindo o português, atinge um ponto crítico.

O alerta é dado pela associação D3 – Defesa dos Direitos Digitais, que acompanha de perto o processo legislativo em Bruxelas.

O que é o Chat Control e porque é uma ameaça?

Apesar do objetivo louvável de combater a partilha de material de abuso sexual infantil online, a metodologia proposta é vista por especialistas como uma catástrofe para a segurança e privacidade digital. A proposta obrigaria as plataformas a analisar o conteúdo de todas as mensagens, fotografias e vídeos partilhados, mesmo os que estão protegidos por encriptação.

Na prática, isto significa o fim da encriptação ponto a ponto como a conhecemos. Esta tecnologia garante que apenas o remetente e o destinatário conseguem ler o conteúdo de uma mensagem, protegendo-a de hackers, empresas e até dos próprios governos. Forçar a sua quebra criaria uma "backdoor" universal, uma vulnerabilidade que, segundo os críticos, seria inevitavelmente explorada por criminosos e regimes autoritários, colocando em risco não só a privacidade, mas a segurança de todos.

Um braço de ferro na União Europeia

O processo legislativo da UE encontra-se num impasse. Em 2023, o Parlamento Europeu, composto pelos deputados eleitos, aprovou uma versão da proposta que protege explicitamente a encriptação, demonstrando que é possível combater o crime sem sacrificar os direitos fundamentais dos cidadãos.

No entanto, o Conselho da União Europeia, onde os governos de cada Estado-membro estão representados, tem insistido em propostas que fragilizam esta proteção. Com a Dinamarca a assumir a presidência rotativa do Conselho em julho, o tema do Chat Control foi colocado no topo da agenda, aumentando a probabilidade de uma votação sobre o texto mais polémico.

Como pode agir? Os contactos para defender a sua privacidade

A associação D3 – Defesa dos Direitos Digitais sublinha que a ação dos cidadãos é fundamental nas próximas semanas e disponibiliza uma lista de contactos diretos para que a sua voz seja ouvida junto dos decisores políticos em Portugal e na Europa. A recomendação é para que os contactos sejam educados, reconhecendo a importância de combater o crime, mas reforçando que a quebra da encriptação coloca todos os cidadãos em risco e que existem alternativas, como a aprovada pelo Parlamento Europeu.

Contactos Governamentais:

  • Representação Permanente de Portugal na UE (REPER): É a entidade que representa Portugal diretamente nas negociações. O contacto pode ser dirigido ao Embaixador Pedro Sanchez Costa Pereira através do email: reper@mne.pt.

  • Ministério dos Negócios Estrangeiros: A REPER está sob a sua alçada. Pode contactar o Ministro Paulo Rangel ou a Secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Inês Domingos, através do formulário oficial.

  • Gabinete do Primeiro-Ministro: O contacto direto com o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, pode ser feito através deste formulário.

  • Ministério da Justiça: Pode ser contactado através deste formulário.

  • Direção-Geral da Política da Justiça (DGPJ): Pode ser contactada por email para a Diretora-Geral, Lídia Jacob (correio@dgpj.mj.pt), ou através do formulário no site.

Deputados ao Parlamento Europeu:

Apesar de o Parlamento já ter votado uma posição favorável à privacidade, os eurodeputados podem exercer pressão junto do Governo Português.

Nas redes sociais:

A D3 sugere o uso da hashtag #ChatControl e o contacto direto com os seguintes perfis no X (anteriormente Twitter):

  • REPER: @RPPortugalUE

  • Ministro Paulo Rangel: @PauloRangel_pt

  • Governo de Portugal: @govpt

  • Primeiro-Ministro Luís Montenegro: @LMontenegropm

Para quem pretender aprofundar os argumentos ou partilhar mais informação, a D3 e a organização europeia EDRi disponibilizam sites de campanha dedicados que podem ser consultados em https://chatcontrol.pt/ e stopscanningme.eu.

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