Em Dezembro de 2023, as autoridades do Reino Unido confirmaram que iriam iniciar uma investigação da parceria entre a Microsoft e a OpenAI, de forma a averiguar se as duas empresas poderiam encontrar-se a violar alguma lei de competição no mercado.
A investigação, iniciada pela CMA, teria como objetivo analisar a parceria entre as duas entidades sobre as tecnologias de IA, e a forma como as mesmas poderiam estar a prejudicar outras empresas rivais.
Embora tenham passado vários meses sem detalhes, a CMA confirmou hoje que a parceria entre as duas entidades não viola as leis locais, e que não será realizada a continuação da investigação face a isso.
A investigação pretendia ainda analisar se existia o risco da Microsoft poder adquirir a OpenAI, prejudicando também entidades rivais, e tendo em conta as ligações das duas entidades. No entanto, a CMA afirma que não existe atualmente o risco de tal acontecer, e portanto, a investigação de tal probabilidade será algo desnecessário.
De relembrar que a Microsoft é, atualmente, a maior investidora da OpenAI, com um total de 13 mil milhões de dólares investidos ao longo dos anos. No entanto, a Microsoft não possui direitos de votações na direção da OpenAI, embora seja considerada uma parceira estratégica.
Ao mesmo tempo, a investigação da CMA também teve em conta mudanças que foram realizadas recentemente na parceria entre as duas partes. Desde o começo do ano que as duas entidades confirmaram que iriam dar mais liberdade a cada uma para o desenvolvimento de tecnologias dedicadas.
A OpenAI teria mais liberdade para desenvolver os seus sistemas, sem ficar dependente da infraestrutura da Microsoft. Ao mesmo tempo, a Microsoft iria também começar a adotar modelos de forma dedicada, deixando de usar as tecnologias da OpenAI para os seus produtos e serviços de forma exclusiva.
Com esta decisão, as duas empresas podem continuar a parceria que mantinha até agora, e poderão efetivamente continuar a ser feitos investimentos para melhorar as diferentes áreas de IA em ambas.
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