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Logo da Meta com energia ao lado

A corrida pela evolução da Inteligência Artificial não está a ser travada apenas pela escassez de chips. A necessidade insaciável de eletricidade por parte dos data centers tornou-se um obstáculo gigante para as grandes empresas de tecnologia, que se veem agora forçadas a investir massivamente em fontes de energia, incluindo centrais nucleares. No entanto, as energias verdes e renováveis continuam a ser uma peça fundamental neste puzzle energético.

Um novo e gigante acordo de energia verde

Numa demonstração clara desta aposta, a Meta acaba de fechar quatro novos acordos com a Invenergy, uma empresa de desenvolvimento de energias renováveis. O objetivo é fornecer 791 megawatts (MW) de energia solar e eólica para alimentar os seus centros de dados.

Conforme avança a Reuters, este é já o segundo grande negócio entre as duas empresas. No ano passado, um acordo semelhante garantiu 760 MW de eletricidade solar. Com esta nova aquisição, o total de energia renovável comprada pela Meta à Invenergy ascende a uns impressionantes 1.800 MW. Esta energia verde será gerada a partir de projetos da Invenergy localizados nos estados do Ohio, Arkansas e Texas, nos EUA.

Mas a energia renovável não chega: a aposta nuclear

Apesar do forte investimento em fontes renováveis, a sua capacidade, por vezes intermitente, pode não ser suficiente para saciar a sede energética dos data centers de IA. Por isso, a Meta está a jogar em vários tabuleiros. A empresa anunciou no ano passado um pedido de propostas para encontrar parceiros para o desenvolvimento de 1 a 4 gigawatts (GW) de nova capacidade nuclear até ao início de 2030.

Mais recentemente, em junho deste ano, a Meta e a empresa de energia Constellation revelaram planos para reativar uma antiga central nuclear no Illinois, que se encontrava encerrada desde 2017 devido a prejuízos financeiros. Este acordo poderá garantir o fornecimento de energia a partir desta central para a Meta durante os próximos 20 anos.

Os planos "net-zero" em risco?

Esta procura desenfreada por eletricidade ameaça deitar por terra os ambiciosos planos de sustentabilidade das gigantes tecnológicas. Embora muitas se tenham comprometido a atingir a neutralidade carbónica ("net-zero") até 2040, o aumento exponencial do consumo energético pela IA pode tornar essa meta uma miragem.

O cenário é tão complexo que estas empresas já vieram a público pedir reformas nas regras associadas aos objetivos de "net-zero", admitindo que alcançar as suas ambiciosas metas até 2040 parece cada vez mais improvável face à nova realidade energética.

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