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bandeira dos eua com fundo de nova iorque

O cenário tecnológico nos Estados Unidos enfrenta um novo período de incerteza, e desta vez não se trata apenas de regulamentação de software, mas sim da mobilidade da força de trabalho. Grandes empresas como a Google, Apple, Microsoft e ServiceNow emitiram avisos internos recomendando que os seus funcionários estrangeiros evitem sair do país, sob o risco de não conseguirem regressar.

De acordo com o Business Insider, esta diretiva visa especificamente os portadores de vistos H-1B, essenciais para que talentos internacionais possam residir e trabalhar nos EUA. O problema reside nos atrasos significativos no processamento burocrático, com algumas embaixadas e consulados norte-americanos a demorarem até 12 meses para agendar a colocação do carimbo no passaporte que autoriza a reentrada no país.

Numa comunicação interna, a BAL Immigration Law, sociedade de advogados que representa a gigante de Mountain View, foi perentória: os funcionários devem estar cientes dos atrasos e evitar viagens internacionais para não correrem o risco de uma estadia prolongada e forçada fora de território norte-americano.

Triagem de redes sociais causa atrasos

A raiz destes constrangimentos parece estar nas novas políticas implementadas pela administração de Donald Trump. Foi introduzido um requisito mais rigoroso de triagem de redes sociais para trabalhadores, estudantes e visitantes de intercâmbio (abrangendo vistos H-1B, H-4, F, J e M).

Apesar de os EUA terem investido cerca de 5,7 milhões de dólares (aproximadamente 5,4 milhões de euros) numa Inteligência Artificial dedicada à monitorização destas plataformas sociais, o processo não se tornou mais célere. Pelo contrário, a burocracia aumentou.

A Fragomen, firma legal que trabalha com a empresa da maçã, reforçou o aviso, aconselhando vivamente os funcionários sem um selo de visto válido a não viajarem. Caso a deslocação seja inevitável, é sugerido que contactem os departamentos de imigração da empresa com antecedência para avaliarem os riscos. Jack Chen, da Microsoft, partilhou uma orientação semelhante, pedindo aos colaboradores que "denunciem a sua situação" para receberem apoio, mas privilegiando o adiamento de viagens.

O impacto nos gigantes tecnológicos

A posição oficial do Departamento de Estado dos EUA indica uma mudança de prioridades: o foco deixou de ser a rapidez no processamento para passar a ser o exame minucioso dos candidatos. Esta postura alinha-se com a visão da atual administração, que considera estes vistos uma potencial ameaça aos postos de trabalho locais.

Os números revelam a dimensão do impacto destas medidas no setor tecnológico, tendo em conta os dados de 2024 sobre a vinculação de vistos H-1B (que estão limitados a 85 mil por ano no total):

  • Microsoft: 5.695 vistos

  • Alphabet (Google): 5.537 vistos

  • Apple: 3.880 vistos

Para agravar o cenário para as empresas e trabalhadores, desde setembro que o governo norte-americano impôs uma taxa de 100.000 dólares (cerca de 95.000 euros) para a emissão de novos vistos H-1B, que possuem uma validade de três anos. Curiosamente, enquanto estas restrições afetam os trabalhadores, o TikTok parece estar a conseguir fechar acordos para garantir a sua continuidade operacional no país.

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