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Tribunal Penal internacional

O Tribunal Penal Internacional (TPI), sediado em Haia, anunciou esta segunda-feira ter sido alvo de um novo ciberataque, descrito como "sofisticado e direcionado". Este incidente, que ocorreu na semana passada, já foi contido pelas equipas de segurança do tribunal, que investigam agora a sua origem e impacto total.

Num comunicado oficial, o TPI confirmou que os seus mecanismos de alerta e resposta permitiram uma deteção e contenção rápidas do ataque. "Está a ser realizada uma análise de impacto a toda a estrutura do Tribunal e já estão a ser tomadas medidas para mitigar quaisquer efeitos do incidente", pode ler-se na nota.

Detalhes escassos e um historial preocupante

Apesar da confirmação, o tribunal optou por não divulgar, para já, mais pormenores sobre a natureza do ataque, se os atacantes conseguiram aceder a dados sensíveis ou qual o impacto real nos seus sistemas. O porta-voz Fadi El-Adballah, em declarações ao site BleepingComputer, reforçou que não seriam fornecidos mais detalhes para além do que foi partilhado no comunicado de imprensa.

Este não é um evento isolado. O incidente da semana passada é o segundo do género em menos de dois anos, levantando sérias preocupações sobre a segurança digital da instituição. Em setembro de 2023, o TPI sofreu um outro ataque que, mais tarde, foi classificado como uma operação de espionagem cibernética.

Na altura, o tribunal afirmou que "as provas disponíveis indicam um ataque direcionado e sofisticado com o objetivo de espionagem", considerando-o "uma tentativa séria de minar o mandato do Tribunal". Embora não se tenha encontrado evidência que ligasse a intrusão de 2023 a um grupo específico, o evento sublinhou a vulnerabilidade da instituição.

Por que motivo o TPI é um alvo?

O Tribunal Penal Internacional tem a responsabilidade de investigar e julgar indivíduos acusados dos crimes mais graves que afetam a comunidade internacional, como genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Esta missão coloca-o no centro de enormes pressões geopolíticas.

Nos últimos anos, o TPI emitiu mandados de captura contra figuras de alto perfil, o que o torna um alvo valioso para operações de espionagem e ataques patrocinados por estados. Entre os casos mais mediáticos estão o mandado de captura emitido em março de 2023 para o presidente russo, Vladimir Putin, relacionado com crimes associados à invasão da Ucrânia, e outro, em novembro do mesmo ano, para o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, por alegados crimes de guerra durante o conflito na Palestina.

Estas ações, juntamente com a investigação de outras situações sensíveis a nível global, colocam o TPI e os seus dados numa posição de risco constante, com "tentativas diárias e persistentes de atacar e perturbar os seus sistemas", como o próprio tribunal já admitiu no passado.

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