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USA vs China

Boas notícias para quem está a pensar montar um novo computador. Negociadores dos Estados Unidos e da China anunciaram ter chegado a um esboço de acordo comercial que, se for aprovado pelos respetivos governos, poderá reverter as propostas de tarifas de 100% sobre importações chinesas e suspender as restrições de Pequim à exportação de materiais de terras raras.

A notícia, avançada inicialmente pelo New York Times, surge após semanas de intensa pressão por parte de fabricantes e lobistas da indústria tecnológica norte-americana, que alertaram para o risco de uma nova crise de stocks e um aumento súbito de preços em toda a cadeia de componentes para PC.

Embora o acordo ainda não esteja finalizado, dependendo de uma reunião de alto nível entre o Presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping na próxima semana, o Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, confirmou que foi alcançada uma "estrutura muito substancial".

O alívio das tarifas de 100%

Caso seja ratificado, o acordo evitaria a aplicação de uma tarifa de 100% sobre componentes fabricados na China, prevista já para o próximo mês. Esta medida teria um impacto devastador nos preços de caixas de computador, sistemas de arrefecimento (incluindo AIOs), monitores e motherboards de entrada de gama, categorias ainda fortemente dependentes de fabricantes chineses.

"Estamos a avançar para os detalhes finais de um tipo de acordo que os líderes podem rever e decidir se querem concluir em conjunto", afirmou Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, a jornalistas em Kuala Lumpur.

A importância das terras raras

Outro ponto crucial do acordo é a suspensão das restrições chinesas à exportação de terras raras. Em outubro, a China apertou o controlo sobre estes materiais, expandindo as licenças necessárias para incluir compostos processados, ímanes e materiais de polimento, essenciais para a produção de componentes como atuadores de discos rígidos, motores de ventoinhas, fontes de alimentação e certos processos de fabrico de chips.

Materiais como o neodímio, disprósio, cério e lantânio são vitais para os sistemas magnéticos de alta precisão comuns em muito do hardware moderno. Atualmente, a China é responsável por mais de 80% do processamento global destes materiais, não existindo uma alternativa a curto prazo para grande parte da cadeia de abastecimento. Segundo Bessent, a China irá oferecer "algum tipo de adiamento" nos controlos de exportação.

"A China e os Estados Unidos exploraram construtivamente um plano para lidar apropriadamente com algumas das preocupações de ambos os lados", declarou o negociador comercial chinês, Li Chenggang. "O próximo passo é que cada lado cumpra os seus respetivos procedimentos de aprovação internos", acrescentou.

É importante notar, contudo, que este acordo comercial foca-se em tarifas e materiais, não afetando os controlos já existentes sobre chips de alto desempenho, que continuam a impedir que os processadores de IA da Nvidia cheguem aos centros de dados chineses.

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