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Microsoft com imagem de IA

Com a gestão direta das maiores unidades de negócio da Microsoft entregue a uma nova liderança, o CEO Satya Nadella parece ter encontrado tempo para regressar às origens da partilha de conhecimento: a "antiga arte" de manter um blog. Através desta nova plataforma, Nadella partilha a sua visão sobre o futuro imediato da tecnologia, argumentando que a indústria precisa de ultrapassar o debate simplista entre a sofisticação tecnológica e o conteúdo de baixa qualidade gerado por Inteligência Artificial (muitas vezes referido como "slop").

Uma nova bicicleta para a mente na era dos Agentes

Na sua primeira publicação no sn scratchpad, Nadella defende que a Microsoft e outras empresas do setor ainda têm um longo caminho a percorrer para acertar na estratégia de IA. O executivo recupera o famoso conceito de Steve Jobs, que descrevia os computadores como "bicicletas para a mente", e propõe uma evolução dessa ideia. Para Nadella, é necessário desenvolver um novo equilíbrio que contemple os seres humanos equipados com estas novas ferramentas de amplificação cognitiva na forma como se relacionam uns com os outros.

Esta visão surge num momento em que a Microsoft aposta fortemente na transição do software tradicional, como o Office e o Windows, para um ecossistema centrado em agentes de IA. A estratégia passa por habituar os utilizadores a dependerem destes assistentes digitais para realizar tarefas complexas, em vez de operarem manualmente as ferramentas que dominaram as indústrias nas últimas décadas.

O desafio da qualidade e a promessa do Copilot

O discurso de Nadella toca num ponto sensível: a tensão atual entre os modelos de IA e a comunidade criativa. Existe um receio crescente de que artistas, designers e cineastas sejam substituídos por algoritmos capazes de copiar os seus estilos, gerando frequentemente conteúdos de qualidade duvidosa. Apesar de usarmos computadores como ferramentas de criação há décadas, a proposta da indústria é que passemos a confiar nos agentes de IA como os novos criadores, mesmo que os resultados atuais nem sempre sejam perfeitos.

agente de IA

A visão da empresa passa por um futuro onde todos utilizam o Copilot, preferencialmente através da voz, para criar conteúdos, pesquisar informação e aprender a utilizar sistemas. No entanto, existe ainda um fosso considerável entre esta promessa e a realidade, com muitas das funcionalidades anunciadas a precisarem de refinamento para funcionarem conforme o esperado no dia a dia.

De 2025 para 2026: Dos modelos aos sistemas

Enquanto a Meta alerta para a dificuldade em distinguir o real do fabricado, a Microsoft continua a investir na melhoria dos seus modelos para potenciar as suas ofertas. Nadella, que tem sido uma figura central na "batalha" de modelos de IA de 2025 envolvendo a OpenAI, a Google e a Anthropic, argumenta agora que o foco deve mudar. Mais do que o poder bruto de um modelo individual, o que importará é a forma como as pessoas escolhem aplicar essa tecnologia.

O CEO afirma que a evolução passará "de modelos para sistemas" quando se trata de implementar a IA para obter um impacto real no mundo. Estes sistemas terão de considerar o impacto social nas pessoas e no planeta, obrigando a escolhas ponderadas sobre onde aplicar recursos escassos como energia e capacidade de computação. Nadella classifica 2026 como um "ano crucial para a IA", sugerindo que a indústria tem agora uma noção mais clara da direção da tecnologia, prometendo partilhar mais notas pessoais sobre estes avanços ao longo do próximo ano.




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