
Pouco tempo antes de os militares dos Estados Unidos lançarem uma ofensiva na Venezuela e capturarem o Presidente Nicolás Maduro, foram registados movimentos financeiros altamente suspeitos na Polymarket. A plataforma de mercado de previsões tinha abertas apostas sobre quando, ou se, Maduro seria removido do poder, com as probabilidades de uma saída "até 31 de janeiro de 2026" a cotarem-se num valor tão baixo quanto 0,07 dólares na sexta-feira à noite.
No entanto, num intervalo de 24 horas antes da ação militar, uma conta recém-criada investiu dezenas de milhares de dólares nesta hipótese, acumulando várias centenas de milhares em lucros quase instantâneos.
Uma aposta certeira com timing perfeito
Os dados da blockchain revelam que a conta em questão foi criada há menos de uma semana. O utilizador investiu mais de 30.000 dólares no dia anterior ao assalto militar, transformando esse valor num lucro superior a 408.000 dólares.

Esta atividade fora do comum foi rapidamente sinalizada nas redes sociais, gerando uma onda de especulação. Vários utilizadores sugerem que a pessoa por trás da aposta estaria a agir com base em informação privilegiada ("insider trading"), levantando-se até a hipótese de se tratar de alguém com ligações ao Pentágono.
O dilema da informação privilegiada
A situação reacendeu o debate sobre a ética e as regras nestes mercados de previsões. O investidor e podcaster Joe Pompliano apontou na rede social X que "o 'Insider trading' não é apenas permitido nos mercados de previsão; é encorajado".
Embora existam incidentes passados de aparente uso de informação privilegiada em plataformas como a Kalshi e a Polymarket, estas empresas têm demonstrado pouco interesse em travar tal comportamento. A justificação reside, em parte, na crença de que o valor que oferecem não é garantir um campo de jogo nivelado para os investidores, mas sim fornecer notícias e insights de mercado em tempo real. Até ao momento, nem a Kalshi nem a Polymarket emitiram comentários sobre este caso específico.












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