
Após uma longa fase de fugas de informação e especulação, a Realme apresentou oficialmente os seus novos trunfos para a gama média: a série Realme 16 Pro. Lançados inicialmente na Índia, estes novos smartphones destacam-se por elevar a fasquia da autonomia com baterias massivas e por oferecerem uma robustez acima da média para o segmento.
A nova linha, composta pelo modelo base e pela variante Pro Plus, partilha uma linguagem de design renovada com um módulo de câmaras quadrado na traseira, mas é na resistência que a marca aposta forte. Ambos os dispositivos chegam com certificações IP66, IP68 e IP69, garantindo uma proteção superior contra água e poeiras, algo raro nesta faixa de preço.
Ecrãs de topo e robustez a toda a prova
No que toca à visualização, a marca não poupou esforços. Ambos os modelos ostentam painéis AMOLED com uma resolução 1,5K e uma taxa de atualização fluida de 144 Hz, ideal para os entusiastas de jogos e multimédia.
A grande diferença reside no formato: o Realme 16 Pro opta por um ecrã plano de 6,78 polegadas, preferido por muitos utilizadores pela facilidade de aplicação de películas e ergonomia. Já o modelo mais apetrechado, o 16 Pro Plus, apresenta um ecrã curvo de 6,8 polegadas, conferindo-lhe um aspeto mais "premium". Este último destaca-se ainda pelo brilho, com a marca a anunciar um pico impressionante de 6.500 nits, garantindo visibilidade mesmo sob luz solar direta intensa.
Desempenho: MediaTek vs Qualcomm
Debaixo do capô, as estratégias divergem para oferecer opções para diferentes perfis. O modelo 16 Pro é alimentado pela plataforma MediaTek Dimensity 7300 Max, focada na eficiência e desempenho sólido. Por outro lado, o irmão mais velho sobe a parada com o processador Qualcomm Snapdragon 7 Gen 4, prometendo um poder de processamento superior para tarefas mais exigentes.
Em termos de memória, ambos os terminais oferecem configurações generosas, com opções de até 12 GB de RAM LPDDR5X e armazenamento interno que varia entre os 128 GB e os 256 GB. A conectividade também está garantida para o futuro, com suporte para redes 5G, Wi-Fi 6, Bluetooth 5.4 e NFC para pagamentos contactless. Uma adição bem-vinda é o sensor infravermelho, permitindo controlar televisores e outros eletrodomésticos diretamente pelo telemóvel.
Fotografia: O regresso do Periscópio
O departamento fotográfico é liderado, em ambos os modelos, por um sensor principal Samsung HP5 de 200 MP com estabilização ótica de imagem (OIS), prometendo capturas detalhadas. Acompanha-o uma lente ultrawide de 8 MP para planos mais abertos.

A grande vantagem do modelo Pro Plus reside na inclusão de uma terceira câmara: um sensor periscópio de 50 MP. Esta lente permite um zoom ótico de 3,5 vezes, oferecendo uma versatilidade muito superior para captar objetos distantes sem perda de qualidade, uma funcionalidade muitas vezes reservada a topos de gama muito mais caros. Para as selfies, ambos contam com uma câmara frontal de 50 MP capaz de gravar vídeo em 4K.
Autonomia gigante e Software
Talvez o ponto mais impressionante desta nova geração seja a bateria. Contrariando a tendência de baterias de 5.000 mAh, a Realme equipou ambos os dispositivos com uma célula de 7.000 mAh. Esta capacidade promete uma autonomia muito acima da média, apoiada por um carregamento rápido de 80W que, embora não seja o mais rápido do mercado, é extremamente veloz considerando a dimensão da bateria.
Os equipamentos chegam ao mercado com o sistema operativo Android 16 de fábrica, a correr sob a interface Realme UI 7, que inclui várias funcionalidades baseadas em Inteligência Artificial.
Preço e Disponibilidade
Ainda sem data confirmada para a chegada ao mercado europeu, os preços anunciados para a Índia servem de referência para o posicionamento destes dispositivos, segundo avança a Gizmochina:
Realme 16 Pro (8GB+128GB): A partir de 31.999 rupias (aprox. 355 euros)
Realme 16 Pro Plus (8GB+128GB): A partir de 39.999 rupias (aprox. 445 euros)
Resta aguardar pela confirmação da marca sobre a disponibilidade global e os preços finais para Portugal, que deverão sofrer ajustes devido às taxas locais.












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