
A gigante tecnológica chinesa celebrou recentemente os seus avanços mais significativos na cerimónia "Million-Dollar Technology Award" de 2025, um evento dedicado a premiar a inovação interna. O grande destaque da noite foi a revelação do chip XRING O1, um processador de 3nm desenvolvido pela própria marca, que coloca a empresa num restrito grupo de elite mundial no fabrico de semicondutores.
Um marco histórico com o chip XRING O1
O desenvolvimento do chip XRING O1 representa um sucesso monumental para a equipa de engenharia da Xiaomi. Este componente utiliza um processo tecnológico de 3nm de segunda geração e apresenta uma arquitetura deca-core (dez núcleos) dividida em quatro clusters. Com este feito, a marca torna-se a quarta empresa a nível global a conseguir fabricar estes chips avançados, e a primeira a fazê-lo na China continental.
Um dos dados mais impressionantes revelados durante o evento foi a rapidez com que o projeto atingiu a maturidade: o chip alcançou o seu estado totalmente funcional apenas seis dias após a receção inicial, demonstrando a capacidade técnica da empresa.
Visão para 2026: A união do Hardware e Software
Olhando para o futuro, Lei Jun, o CEO da empresa, delineou um plano ambicioso para 2026, apelidado de "Grande Convergência". A estratégia passa por fundir três pilares fundamentais num único dispositivo para oferecer uma experiência superior: o processador proprietário da marca, o sistema operativo HyperOS e os modelos de Inteligência Artificial desenvolvidos internamente.
O objetivo destas integrações é potenciar o ecossistema "Humano x Carro x Casa". Desta forma, a empresa pretende gerir todo o hardware, software e até a inteligência artificial para garantir uma ligação fluida entre diferentes dispositivos. Segundo a reportagem do XiaomiTime, estes objetivos abrangem também inovações no campo da robótica e tecnologias HyperConnect.
Investimento massivo na "Fortaleza Tecnológica"
Para concretizar esta visão, a empresa prepara-se para alocar um total de cerca de 26,5 mil milhões de euros (27,5 mil milhões de dólares) em Investigação e Desenvolvimento (I&D) nos próximos cinco anos. As principais áreas onde este orçamento será aplicado incluem semicondutores, IA e tecnologia de condução autónoma, pilares que a marca define como a sua "Fortaleza Tecnológica".
Durante a cerimónia, ficou patente que a inteligência artificial se tornou o "cérebro" de toda a linha de produtos, com a maioria dos projetos premiados a serem impulsionados por esta tecnologia. A estratégia visa oferecer um ecossistema mais rápido e fiável aos utilizadores em todo o mundo, com foco na estabilidade do sistema e na conectividade entre dispositivos.










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