
A constelação de internet por satélite de Elon Musk está prestes a crescer significativamente. A Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos anunciou que concedeu autorização à SpaceX para lançar mais 7.500 satélites da sua segunda geração (Gen2), num movimento que promete reforçar a cobertura global do serviço.
Esta decisão representa um passo importante para a empresa, permitindo-lhe expandir a capacidade da sua rede de banda larga de baixa latência. Segundo a informação divulgada pela FCC, esta aprovação eleva o total de satélites autorizados para este segmento específico, embora a entidade reguladora tenha optado por uma abordagem cautelosa em relação ao pedido total da empresa.
Novas capacidades e cobertura móvel
A autorização concedida não se limita apenas ao aumento do número de unidades em órbita. A FCC esclarece que esta decisão permitirá aos satélites da Starlink operar através de cinco frequências distintas. Uma das grandes novidades é a capacidade de fornecer conectividade "direct-to-cell" (direta para o telemóvel) fora dos Estados Unidos, além de garantir uma cobertura suplementar dentro do território norte-americano.
Esta funcionalidade é vista como crucial para o futuro das telecomunicações, permitindo que smartphones comuns se liguem diretamente aos satélites em zonas onde não existe cobertura de rede móvel tradicional, eliminando zonas mortas de comunicação.
Autorização parcial e prazos rigorosos
Apesar da vitória, a SpaceX não obteve tudo o que desejava. A empresa tinha submetido um pedido para o lançamento de aproximadamente 30.000 satélites para esta nova geração. No entanto, a reguladora optou por deferir a autorização para os restantes 14.988 satélites Gen2 propostos, mantendo uma gestão prudente do tráfego orbital e das frequências.
Para manter esta licença, a empresa de Elon Musk terá de cumprir metas de implementação bastante rigorosas. A FCC estipulou que a SpaceX deve lançar 50% dos satélites agora aprovados até ao dia 1 de dezembro de 2028. A totalidade da constelação aprovada nesta tranche deverá estar em órbita e operacional até dezembro de 2031. O não cumprimento destes prazos poderá levar à revisão ou perda da licença para as unidades não lançadas.










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