
A corrida pelo domínio do processamento em dispositivos portáteis aqueceu com uma nova fuga de informação que coloca a Apple novamente no centro das atenções. Detalhes recentes, surgidos na base de dados do Geekbench 6 Metal, revelam o potencial do novo chip M5 Max, que não só promete um salto geracional significativo, como parece redefinir a eficiência ao bater processadores da classe "Ultra" de gerações anteriores.
Estes resultados surgem numa altura em que a indústria aguarda com expectativa a renovação da linha de computadores da marca para 2026, consolidando a aposta na arquitetura Apple Silicon.
Eficiência: Mais performance com menos núcleos
Os dados preliminares são impressionantes. O M5 Max, equipado com uma GPU de 40 núcleos, registou uma pontuação de 257.960 no teste gráfico. Para colocar este número em perspetiva, o chip supera a configuração máxima do M3 Ultra, que possui 80 núcleos de GPU e alcançou 251.466 pontos.
Este feito indica uma evolução notável na arquitetura da empresa de Cupertino, sugerindo que a nova geração consegue entregar o dobro da eficiência por núcleo em comparação com a arquitetura M3.
Quando comparado diretamente com o seu antecessor, o M4 Max, o novo processador apresenta um aumento de desempenho na ordem dos 34,73%. Este é um salto considerável para apenas um ciclo de atualização, prometendo transformar os próximos MacBook Pro em verdadeiras estações de trabalho capazes de lidar com edição de vídeo em 8K e fluxos de trabalho de Inteligência Artificial complexos sem qualquer dificuldade.
M5 Pro e a concorrência gráfica
Não foi apenas o modelo de topo que brilhou nos testes. O chip intermédio M5 Pro, com uma GPU de 20 núcleos, atingiu os 151.307 pontos. Este valor permite-lhe ultrapassar confortavelmente o M4 Max da geração anterior, posicionando-se como uma escolha extremamente equilibrada para profissionais que procuram um rácio custo-benefício mais atrativo.

As fugas de informação indicam ainda que o poder de fogo desta nova linha já rivaliza e supera placas gráficas dedicadas de desktop, como a RTX 5070 Ti, elevando a fasquia para o que se pode esperar de um computador portátil.
No campo da concorrência direta em arquitetura ARM, a Apple parece estar a alargar a sua vantagem. Depois de ter superado a Qualcomm em testes de núcleo único no Cinebench 2024, o M5 Max estabelece agora uma barreira no desempenho gráfico que o Snapdragon X2 Elite Extreme terá dificuldades em acompanhar durante este ano.
O custo da inovação num mercado em crise
Apesar do entusiasmo técnico, o cenário económico pode trazer alguns dissabores para os consumidores. Especialistas do setor alertam que, devido à crise global que afeta o fornecimento e o preço da memória, o custo final destes novos dispositivos poderá atingir valores recorde.
A Apple deverá manter a sua aposta na arquitetura de Memória Unificada, mas o acesso ao desempenho total do M5 Max poderá exigir um investimento financeiro consideravelmente mais alto do que em anos anteriores, segundo as análises da Macworld. Resta aguardar pelo anúncio oficial para confirmar se o aumento de performance justificará a etiqueta de preço.










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