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Nvidia em queda

O ano de 2026 arrancou a toda a velocidade com as novidades apresentadas na CES, onde as grandes tecnológicas mostraram o que o futuro nos reserva. No entanto, passada a euforia do evento em Las Vegas, a realidade do mercado impõe-se com dados preocupantes para alguns gigantes do setor. A NVIDIA, habituada a dominar o segmento de hardware para inteligência artificial, enfrenta agora um cenário dramático na China, onde a sua influência está a desvanecer a um ritmo acelerado.

Analistas de mercado preveem que a quota de mercado da gigante verde no território chinês sofra uma redução drástica, passando de uns confortáveis 66% registados em 2024 para apenas 8% ainda durante este ano. Esta queda abrupta é o resultado direto de uma "tempestade perfeita" formada por restrições geopolíticas e pelo crescimento explosivo das soluções nacionais chinesas.

O efeito das restrições e a ascensão da tecnologia local

A estratégia dos Estados Unidos para limitar o acesso da China a tecnologia de ponta tem sido implacável. Anos de bloqueios à venda de chips avançados para IA e maquinaria de fabrico criaram um ambiente hostil para as empresas americanas. Embora tenham existido momentos em que parecia haver uma abertura, com a permissão de venda de versões "recortadas" das placas gráficas para o mercado chinês, as medidas recentes, incluindo a aprovação de tarifas de 25% sobre a GPU H200 pela administração Trump, acabaram por selar o destino das importações.

A resposta da China não se fez esperar. Longe de ficarem parados, os fabricantes locais aproveitaram o vácuo deixado pelas restrições e pelos preços proibitivos dos produtos importados. Estima-se que marcas como a Cambricon e a Huawei estejam prestes a controlar cerca de 80% do mercado doméstico. Os clientes chineses estão a virar costas ao hardware americano, que consideram agora demasiado caro e limitado em desempenho devido às sanções, preferindo apostar no ecossistema local que cresceu forçado pela necessidade.

Huawei prepara supercomputadores para desafiar o mundo

A perda de relevância da NVIDIA na China é acompanhada por um salto tecnológico impressionante dos seus rivais locais. A Moore Threads, por exemplo, posiciona a sua solução Huashan como uma alternativa direta às H100 e H200. Mas é a Nvidia que vê na Huawei a sua maior ameaça no segmento de alto desempenho. A tecnológica chinesa não se limitou a copiar; está a desenvolver infraestruturas massivas que prometem rivalizar com o melhor que o ocidente tem para oferecer.

Os planos da Huawei são ambiciosos. A empresa está a trabalhar na próxima geração do seu hardware, o Atlas 950 SuperCluster. Este sistema monstruoso, composto por mais de 524 mil chips Ascend 950DT, promete atingir 1 ZettaFLOP em desempenho MXFP4. O objetivo a médio prazo é ainda mais audaz: alcançar os 4 ZettaFLOPs até 2028. Se estes números se concretizarem, a infraestrutura chinesa poderá superar supercomputadores de referência, como o OCI Supercluster da Oracle, alimentado por chips B200, conforme detalhado na análise da Tom's Hardware.

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