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OpenAI

Ao longo de 2025, a empresa liderada por Sam Altman tem estado numa autêntica maratona de compras e acordos, assinando contratos de infraestrutura de Inteligência Artificial avaliados em centenas de mil milhões de dólares com gigantes como a NVIDIA, AMD e Oracle. Embora a empresa tenha afirmado consistentemente que necessita de mais capacidade de computação para servir os seus utilizadores, várias vozes críticas argumentaram que a tecnológica não conseguiria gerar receitas suficientes para justificar uma escala de investimento tão agressiva. Agora, a diretora financeira (CFO) da empresa, Sarah Friar, veio a público responder a essas dúvidas com números concretos.

O crescimento das receitas acompanha a infraestrutura

Numa nova comunicação, Friar revelou que a receita da OpenAI triplicou no último ano e está a crescer em proporção direta com a sua capacidade de infraestrutura de IA. Os dados apresentados abrangem os últimos três anos, desde o lançamento do ChatGPT, e pintam um cenário de hipercrescimento. A capacidade de computação da empresa cresceu cerca de 9,5 vezes entre 2023 e 2025, passando de 0,2 GW para aproximadamente 1,9 GW.

No entanto, o dado mais relevante para os investidores é o financeiro. Segundo a CFO, as receitas cresceram cerca de 10 vezes no mesmo período. Se em 2023 a receita anual recorrente (ARR) se situava nos 2 mil milhões de dólares, em 2025 esse valor ultrapassou a barreira dos 20 mil milhões de dólares. Friar argumenta que, com base nesta trajetória, ter tido ainda mais capacidade de computação durante estes períodos teria acelerado ainda mais a adoção pelos clientes e a consequente monetização.

Diversificação de parceiros e novas fontes de rendimento

Uma mudança significativa na estratégia da empresa foi o fim da dependência exclusiva. Em 2023 e 2024, a tecnológica dependia inteiramente da Microsoft para as suas necessidades de infraestrutura. Após rever a sua parceria de longa data com a gigante de Redmond, a criadora do ChatGPT trabalha agora com múltiplos fornecedores de infraestrutura para satisfazer a procura. Segundo Friar, esta mudança de um fornecedor único para vários permitiu planear, financiar e implementar capacidade com maior confiança e segurança.

A estratégia atual passa por treinar os modelos de fronteira no hardware mais recente, onde o desempenho é crucial, enquanto utiliza infraestruturas de custo mais baixo para servir cargas de trabalho de grande volume onde a eficiência é a prioridade. Foi também destacado o recente acordo com a Cerebras para permitir inferência ultra-rápida para os modelos de programação Codex.

Para sustentar este ecossistema, a empresa opera agora com vários modelos de receita, que vão desde as subscrições do ChatGPT (para consumidores e equipas) até às receitas suportadas por anúncios e comércio dos utilizadores gratuitos, passando pelas APIs para programadores. O objetivo, conforme detalhado na publicação oficial no blog, é tranquilizar os investidores de que esta estratégia intensiva em capital irá gerar retornos financeiros proporcionais e não apenas uma queima de dinheiro descontrolada.

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