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polimarket

O mundo das apostas online baseadas em criptomoedas está novamente sob fogo cruzado, desta vez com o Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ) a ordenar o bloqueio da plataforma Polymarket em território nacional. A decisão surge na sequência de movimentações financeiras anómalas registadas durante as eleições presidenciais, onde milhões de euros foram transacionados pouco tempo antes de serem conhecidos os resultados oficiais.

Segundo avançou a Renascença, a plataforma, que opera sem licença em Portugal, foi notificada para cessar atividades, mas continua acessível, levando as autoridades a avançar para o bloqueio através dos fornecedores de serviço de internet.

Sorte ou informação privilegiada?

O que despertou a atenção das autoridades e dos analistas não foi apenas a ilegalidade da plataforma, mas sim o comportamento dos mercados de previsão nas horas críticas do ato eleitoral. Dados recolhidos mostram que, num curto espaço de duas horas, foram movimentados mais de 5 milhões de euros em apostas relacionadas com o próximo Presidente da República.

A cronologia dos eventos levanta suspeitas sobre o acesso antecipado a sondagens à boca das urnas. Por volta das 18h00, muito antes da divulgação oficial das projeções televisivas, as probabilidades de vitória de António José Seguro na plataforma dispararam de 60% para uns esmagadores 95% e, posteriormente, 100%. Em sentido inverso, as cotações de outros candidatos, como André Ventura e Cotrim de Figueiredo, colapsaram abruptamente.

Esta correlação quase perfeita entre as apostas e as projeções que circulavam nos bastidores mediáticos sugere que muitos utilizadores em Portugal poderão ter usado informação privilegiada para garantir lucros, num fenómeno que se assemelha ao insider trading dos mercados bolsistas.

Bloqueio iminente e riscos para os utilizadores

O SRIJ foi perentório na sua atuação, declarando que a Polymarket não possui qualquer autorização para operar no nosso país. Além disso, a lei portuguesa proíbe explicitamente a exploração de apostas relacionadas com eventos políticos ou atos eleitorais. A entidade reguladora já tinha notificado a plataforma para encerrar a atividade num prazo de 48 horas, prazo esse que foi ignorado.

O próximo passo será a notificação aos operadores de telecomunicações para impedirem o acesso ao site. Para os apostadores nacionais que ainda tenham fundos na plataforma, a situação é delicada. O regulador alerta que, como se trata de uma atividade de jogo ilegal e não licenciada, não existem garantias de que os utilizadores consigam reaver o dinheiro investido após o bloqueio.

A Polymarket funciona através da tecnologia blockchain, utilizando a criptomoeda USDC para as transações, o que torna o rastreio dos fundos e a identificação dos utilizadores mais complexa do que nas casas de apostas tradicionais. O volume total de apostas no mercado principal destas presidenciais ultrapassou os 100 milhões de euros a nível global, demonstrando a dimensão colossal deste mercado paralelo de previsões.




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