
A corrida pela monetização da Inteligência Artificial está a tomar rumos diferentes para as duas maiores gigantes do setor. Enquanto a OpenAI começou recentemente a testar a inclusão de anúncios no seu chatbot nos Estados Unidos, a Google veio a público esclarecer que, para já, não pretende seguir o mesmo caminho com o seu modelo.
A posição da Google e a "alfinetada" na concorrência
Numa declaração recente, Demis Hassabis, CEO da Google DeepMind, confirmou que não existem planos para introduzir publicidade no Gemini, pelo menos no futuro imediato. Embora a gigante tecnológica não descarte totalmente essa possibilidade a longo prazo, a estratégia atual foca-se na experiência do utilizador sem interrupções comerciais.
Falando à margem do Fórum Económico em Davos, na Suíça, Hassabis comentou a decisão da rival. O executivo considerou "interessante" que o ChatGPT tenha optado por incluir anúncios numa fase tão inicial do produto, acrescentando que "talvez eles sintam que precisam de gerar mais receitas".
Como funcionam os anúncios no ChatGPT
Do outro lado da barricada, a OpenAI já está a avançar com testes nos EUA. A publicidade será apresentada aos utilizadores da versão gratuita e da subscrição "Go" (que custa 8 dólares mensais). O objetivo declarado é reduzir os limites de utilização ou manter o acesso gratuito para mais pessoas, sem alterar a qualidade das respostas geradas.
Segundo informações avançadas pela Sources News, os utilizadores dos planos pagos mais elevados, como o Plus, Pro, Team e Enterprise, continuarão livres de qualquer publicidade.
O formato destes anúncios também já foi revelado: surgem na parte inferior da resposta, apenas quando existe um produto ou serviço patrocinado relevante para o tema da conversa. O sistema permite ver o motivo pelo qual o anúncio foi exibido, dispensá-lo ou dar feedback.
No entanto, a OpenAI estabeleceu limites éticos claros para esta implementação. As conversas sobre tópicos sensíveis, como saúde, saúde mental ou política, não terão qualquer tipo de publicidade associada, garantindo que a procura por informações críticas não é influenciada por interesses comerciais. Resta saber se a Google manterá a sua promessa à medida que a pressão por receitas no setor da IA aumenta.










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