
A decisão da OpenAI de começar a introduzir publicidade na sua plataforma de inteligência artificial pode representar muito mais do que uma simples nova fonte de rendimento. Segundo as projeções mais recentes de analistas de mercado, esta estratégia tem o potencial de transformar a criadora do ChatGPT num gigante da publicidade digital, capaz de rivalizar diretamente com a hegemonia da Google e da Meta na próxima década.
Recentemente, a empresa liderada por Sam Altman anunciou o início de testes para a exibição de anúncios aos utilizadores do ChatGPT nos Estados Unidos. Embora a funcionalidade esteja numa fase inicial, as previsões financeiras apontam para um crescimento explosivo que poderá alterar o equilíbrio de poder no setor tecnológico.
Uma nova mina de ouro de 25 mil milhões
De acordo com as estimativas de Mark Mahaney, analista da Evercore ISI, a entrada da OpenAI neste mercado não é apenas uma experiência, mas sim uma mudança estrutural no seu modelo de negócio. Mahaney considera "razoável" prever que, até 2030, o negócio publicitário da empresa possa gerar mais de 25 mil milhões de dólares em receitas anuais.
Para colocar estes números em perspetiva, esta injeção de capital poderia duplicar a receita anual da empresa, baseando-se nos dados partilhados por Sarah Friar, CFO da organização. A análise destaca que a Google e o YouTube geraram cerca de 300 mil milhões de dólares em 2025, enquanto a Meta se ficou pelos 180 mil milhões. Com uma base de utilizadores mensais a rondar os mil milhões, o ChatGPT posiciona-se como um candidato sério a "dar luta" neste segmento altamente lucrativo.
A "luta" pelos dados dos utilizadores
O verdadeiro trunfo desta estratégia reside na natureza da interação entre os utilizadores e a plataforma. Ao contrário das pesquisas tradicionais, as conversas com a inteligência artificial envolvem frequentemente a partilha de dados detalhados e contextos específicos, o que é extremamente valioso para os anunciantes. Esta profundidade de informação permite uma segmentação publicitária muito mais precisa, o que poderá justificar orçamentos mais elevados por parte das marcas.
Conforme reporta o Business Insider, a capacidade de atrair investimento publicitário pode tornar-se uma ameaça real para a Google, que tem historicamente dominado este espaço como a sua principal fonte de receita. Com a evolução destas ferramentas, a batalha pela atenção e pelos cliques dos utilizadores promete aquecer nos próximos anos.










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