
Mesmo quando um veículo elétrico é extremamente rápido, a ausência do som do motor pode retirar alguma da emoção da condução. É por isso que muitos modelos de alto desempenho incluem agora sons de aceleração sintetizados. Enquanto a maioria opta por ruídos futuristas dignos de naves espaciais, a BMW decidiu seguir um caminho diferente para o próximo M3 elétrico: usar gravações de motores reais para garantir uma autenticidade extra.
Num vídeo anterior publicado pela divisão Motorsport da marca, já tínhamos ouvido o que parecia ser um protótipo do M3 elétrico. O som era claramente o de um motor de seis cilindros em linha turbo, que agora sabemos ser o S55 da geração anterior do M4. No entanto, a marca bávara parece ter planos muito mais ambiciosos para a "banda sonora" do seu futuro desportivo.
Uma biblioteca de sons lendários
Segundo as revelações feitas num vídeo recente no canal de YouTube, a BMW andou a captar áudio de alguns dos seus blocos mais icónicos. As sessões de gravação incluíram um M3 E90, equipado com o glorioso motor V8 atmosférico S65, e ainda um M6 E63, cujo motor V10 tem um "ladrar" inconfundível.
O vídeo mostra ainda um clipe do interior de um protótipo do M3 elétrico em aceleração, onde o som é claramente diferente do seis em linha ouvido anteriormente. Desta vez, assemelha-se muito mais ao V10 do M6, o que sugere fortemente que o novo modelo permitirá aos condutores escolher entre várias opções de som baseadas na herança da divisão M.
Mudanças de caixa simuladas e a concorrência
Para além do áudio, o futuro elétrico da BMW vai permitir simular passagens de caixa para tentar replicar a experiência de condução de um carro a combustão. A Hyundai foi a primeira fabricante a trazer esta funcionalidade para o mercado de massas com o Ioniq 5 N. Embora a receção tenha sido mista — e a funcionalidade custe um pouco de aceleração real — é inegável que adiciona uma camada de envolvimento à condução.
A concorrência não está parada. A Mercedes-AMG está a preparar algo semelhante para o seu primeiro veículo elétrico dedicado, conhecido pelo nome de código C590. Relatos de quem já experimentou protótipos indicam que o sistema não só simula o ruído de um V8 de forma muito convincente, como utiliza vibrações nos bancos e passagens de caixa falsas para completar a ilusão. Também a Genesis, através da sua sub-marca Magma, está a apostar na simulação de motores a combustão para o seu GV60.
Curiosamente, os sons de motor simulados são mais antigos do que se possa pensar. Há cerca de uma década, o Renault Clio RS já permitia aos condutores alterar o som do carro para imitar vários outros veículos, incluindo uma mota, através das colunas. Hoje em dia, com a maioria dos carros desportivos a combustão a usar já algum tipo de aumento de som via áudio, a transição desta tecnologia para os elétricos parece ser o passo natural para manter a emoção viva.












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