
A hegemonia de duas décadas da gigante sul-coreana no mercado de televisores enfrenta o seu teste mais difícil. Em novembro de 2025, a Samsung conseguiu manter a sua posição de liderança global, mas a distância que a separa da concorrência encurtou drasticamente, sinalizando uma possível mudança de paradigma na indústria.
Apesar de ter registado uma ligeira queda de 3% no volume de envios, a marca segurou 17% da quota de mercado. No entanto, segundo os dados revelados pela Counterpoint Research, a sua posição dominante está sob forte pressão devido ao crescimento explosivo das fabricantes chinesas.
Ameaça vinda do Oriente
A grande protagonista desta perseguição é a TCL. A empresa registou um impressionante crescimento anual de 20%, alcançando 16% de quota de mercado, ficando a apenas um ponto percentual de destronar a líder. A estratégia da marca tem passado por oferecer tecnologias avançadas, como o MiniLED, a preços bastante agressivos, o que tem conquistado consumidores em mercados emergentes.

Enquanto a estratégia da líder de mercado passa por focar-se na Inteligência Artificial e na integração de ecossistemas premium, as rivais como a Hisense (que detém 10% do mercado) e a Xiaomi estão a dominar os segmentos de ecrãs de médio e grande porte. Estas marcas têm capitalizado a sensibilidade ao preço em regiões como África e o Leste Europeu, onde a relação custo-benefício dita as regras. Por outro lado, a LG mantém-se relevante com 9% de quota, impulsionada por um crescimento de 29% na América Latina.
Um novo gigante no retalho
O relatório destaca ainda uma surpresa no "Top 5" mundial: a entrada do Walmart na lista das maiores fabricantes. Esta ascensão deve-se à aquisição da Vizio, concluída no final de 2024, que permitiu ao retalhista norte-americano combinar a sua marca própria, ONN, com a tecnologia da empresa adquirida.
Esta fusão transformou o grupo numa ameaça direta à liderança da concorrência na América do Norte, competindo não só pelo volume de vendas, mas também através da integração dos seus próprios serviços de streaming. Num mercado global que sofreu uma correção de 1% nas remessas totais, as previsões para 2026 indicam que a batalha será travada no segmento dos ecrãs gigantes e na democratização da alta definição.










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